Fala rapazeadinha, tranquilo?! Bom quarentena é isso né… tempo pra geral, ou quase todo mundo, o que restou pra vocês foi BBB e campeonato de futebol da Bielorrussia, então se você não tá com o Babu ou com BATE Borisov, só te sobrou este reduto da interwebs, que ainda fornece reviews periodicamente (quando dá) e hoje DEU. Vamos falar da senhorita texana com os joelhos mais bonitos que eu já vi na vida, aka Tina Snow, aka Suga, aka Gostosa do Verão, Megan, Thee Stallion (ia fazer uma piada aqui, mas sei lá, ficou muito ruim, desculpa por isso).

Hoje vamos falar de Suga, o EP de mais uma (das muitas) personalidades líricas da Megan, e pra começar só queria citar que quem, há mais ou menos um ano e meio atrás, pensava que a srta. Stallion seria só mais uma MC que faria um one hit wonder e sumiria em sua própria sorte de ter emplacado um single, se enganou e se enganou feio, depois do sucesso do verão de 2018/19, Megan só cresceu e lançou mais trabalhos, mostrando que era muito mais que a garota quente do verão.

Nesse EP, o grande destaque que já salta aos olhos logo na primeira ouvida é a versatilidade da MC, assim como em “Tina Snow” a variação de entrega, temáticas e beat picking, deixam claro o motivo da rápida ascensão de Stallion, vemos desde de beats puxados para NOLA bounce até interpolações do Tupac em “B.I.T.C.H.”. Apesar de curto o trabalho, é bem impactante e como já disse, diverso, onde a MC demonstra uma gama de habilidades, tal qual uma clássica mixtape de estreia (que não é o caso, mas poderia muito bem ser uma de respeito).
Com relação à produção, Megan como já supracitei tem um ouvido muito bom pra escolha de beats e não costuma desperdiçá-los, seja os com ritmos mais upbeats como em “Captain Hook”, agressivos como “Savage” ou até um ensaio de trapsoul como “Crying In The Car”, sendo a última produzida pelos Neptunes (boa demais, btw). Já no seu delivery, como abordado pelo Genius News, a MC do Texas tem um estilo próprio de variá-lo conforme o tema da track e o seu “eu” lírico da vez. Aqui, o predominante é a Suga que também nomeia o trabalho, que por vezes é agressiva, mas também pode ser um “doce”, possui uma abordagem mais voltada para relacionamentos, porém da perspectiva de não depender deles e poder “curtir” sem se apegar, não sendo rotulada, como na colaboração com Kehlani, num bounce gostozinho de ouvir, bem de festa, onde a MC rima:

Ayy, ayy
I’m feelin’ kinda tipsy, come and get me (Yeah)
You can hit it in the party if you’re feelin’ risky (Hey, hey, hey, yeah)
I got all these niggas mad ’cause they where you wanna be
On the dance floor, rubbin’ all on my body (Yeah)

A outra participação do trabalho é do Gunna, que destoa um pouco do projeto, porém nada que incomode, apesar da diversidade do projeto, esse trap meio cloud sintetizado não casou muito bem com a proposta no geral, apesar de Megan não sair da temática geral aqui.

Bem amarrado, curtinho e muitíssimo bem produzido. Suga é um trampo, assim como o antecessor “Fever”, muito bom de ouvir, que mantém Megan, Thee Stallion nos holofotes e provando que pode, em breve, entregar um álbum sólido, diverso e muito bem produzido em pouquíssimo tempo, apesar das grande maioria das tracks soarem como sons pra pista, são bem concisos e demonstram muito bem a habilidade da MC.

ps: eu ia abrir um parágrafo sobre a capa, mas tá claro que é uma alusão ao rolling stones e não ter freio na língua né. então faz de conta que eu falei. 2bjo até a próxima.