Bom dia minha nobre legião romana de epítetos, ceis tão bem? Pós-hiato estamos de volta, e prometo que não vou ficar tanto tempo sem proferir minhas opiniões fecais por aqui. E como hoje eu to no grau, pós-feriado em que foram consumidos aproximadamente 20kg de bovinos e mais de 100L de cevada fermentada (desculpe os veganos), já vamos direto pra análise do disco novo do ghostwriter do Marcelo pai do Sain aka O Pai.

Akira, o Presidente sem muito barulho e sem muito ensaio nas redes sociais aí veio e soltou o trampo, creio eu esperando que o burburinho fizesse a divulgação, totalmente o oposto empregado pelo mineiro FBC, inclusive acho muito curioso o fato em que estamos em uma certa “maturidade” (muitas aspas tá) da cena em que ambas táticas possam ser utilizadas.

Bom, como hoje a atividade é reduzida (eu queria fazer um faixa a faixa, mas vou deixar pra uma próxima) vamos às notas:

Numa visão bem generalista, achei um disco um pouco confuso, porém coeso; calma eu explico, Akira nomeia o trampo em homenagem a filha Nandi, bem como a capa que traz uma montagem com sua família e também a intro feita pelo seu rebento, MAS, durante o desenvolvimento vemos mais como um grande braggadocio de como a vida a boa, e não de como ela mudou após de uma constituição familiar e suas consequências (como começamos a ver em Fa7her, esperava muito uma evolução disso), porém não é uma salada de coisas jogadas, as tracks fazem sentido e na medida do possível têm um início, meio e fim.

Quanto à caneta do MC nada de novo (infelizmente), vi pouca evolução na forma estrutural de como ele compõe, passando a impressão de novas produções, mesma fórmula de escrita, tal qual uma atualização de modelo de Ford KA que só muda os faróis e aumenta 5k na concessionária de um ano pro outro (apesar do nosso caso aqui o antecessor ser de dois anos atrás, mas vocês entenderam o ponto).

As produções estão bem genéricas, nada muito revolucionário, porém nada que comprometa a audição também, todas as faixas exceto “Promessas” são produzidas pelo El Lif, tal qual seu trampo anterior, inclusive, a única que traz uma ambientação mais diferenciada com algumas influências mais voltadas ao cloud, que obrigaram o MC a sair da zona de conforto prum flow mais “cantado” que me agradou foi a supracitada.

Uma das coisas que comentei no top anual de 2017 sobre ‘Fa7her’ foi o fato do melhor verso do disco ser de um convidado (BK), aqui Akira não repetiu o erro, porém, não há também nenhum verso memorável, além dos refrãos em ‘Lamborghini’.

Fechando a conta e passando a regra “Nandi” é um disco bem regular, com uma track aqui ou ali que vai entrar pra “Rap Caviar” por uns meses e depois ser substituído pelo próximo single do momento. Saudade do Akira da Batalha do Real.