Iaaae seus frequentadores de ambientes suspeitos, suave? Shaq por aqui depois de um tempinho, e hoje, vamo um dois com review do Chris MC, do trampo “Prin$”. Pensei em fazer um faixa a faixa, MAS vou deixar pra review do Djonga que sai logo menos (spoiler aí) e o trampo não é tão extenso assim, então podemos levar em linhas gerais.

Bom vamos lá… eu não conhecia o Chris, pelo menos achei que não.. A primeira vez que ouvi o som dele foi um verso na “De Peça em Peça”, mas não tinha ligado o nome à pessoa, aí tava vendo um vídeo aqui do Quadro em Branco, sobre o Djonga e o disco dele estava recomendado, de início não entendi o motivo, mas nas primeiras audições já peguei: a forma de rimar (quando ele está o fazendo,me lembra um pouco o do MC mineiro…. beeeeeeeem de longe.. mas lembra).

No início do trampo me bateu aquela sensação de um bom mc em um som de trap mediano, rimando na zona de conforto, pra ser mais exato na Intro e na sequência com Mundo Terei logo tive essa impressão, que rapidamente foi limpa com a sequência Facetime e Sem Dormir, com exceção da track com FBC e Pan Mikelan o trampo dá uma guinada pro lado mais lovesong, R&B beeeem influenciado pela sonoridade que lembra Bryson Tiller, porém menos trapsoul-ish…

Sobre melodias o MC do abacaxi/1kilo entende, na parte mais melódica das tracks faz o essencial, porém sem deixar de ser original (vai fundo naquelas que faz se lembrar da bandida, acho que por isso a capa ele tá chorando sangue), com um pouco de abuso das dobras e do autotune, algumas vezes Chris até parece soar com outros artistas que fazem um som parecido, pode ter sido somente impressão minha.

Uma coisa que me incomodou (das poucas) além da montagem com uma mistura meio desconexa de traps bragaddocios com lovesongs, foi o fato do melhor verso do disco não ser do autor, já martelei essa ideia diversas vezes aqui, se você faz um álbum de RAP (Ritmo e Poesia) você não pode deixar um convidado ter o melhor verso, e aqui, FBC levou o páreo, com verso em Corre o mineiro é o mais técnico e conciso entre as tracks. Ahhh outra coisa “peculiar” foi o fato de já ter ouvido a track Céu Azul (com Luccas Carlos) em outro lugar… convoquei o time de detetivões comprometidos com a verdade e, tirem suas próprias conclusões:

 

Já pincelei entre as ideias aí pra cima, mas sendo mais direto, sobre a produção, não há muito a adicionar, os beats que se propõe a serem bangers fazem o trampo, as músicas mais R&B e melódicas são também, apesar de um pouco genéricas (no melhor sentido da palavra) entregam o proposto, quando se houve aquele beat bem espaçado, já dá vontade de mandar aquele conjunto de emoji pra danada falando que tá com saudade… E o menino Chris não desaponta, afinação on point e uso do tune bem dosado em algumas tracks um pouco exagerado em outras como disse ali pra cima.

Fechando a conta, é um trampo bom, na minha opinião poderia ser um disco “duplo” com as tracks mais rimadas em um disco e as melódicas em outra, seria mais coeso na minha opinião, mas nada que prejudique o play, em tempos de streaming tu faz a ordem da sua ouvida e fé. É um ótimo som pro after, pra ficar mais de boa, sem ter um 808 mais marcante batendo na cabeça, e uns sons mais soft pra curtir o momento.

Por agora é só e logo menos tem o disco do Djonga… deixa a aba aberta ai que vem umas pedrada.