Falaaa meus pupilos sócio-democratas, suave? Shaq por aqui pra mais uma matéria, e como não to com muito tempo pra ouvir álbuns (novos), hoje vamo de matéria, faz tempo que não faço algo que não seja review também, tava com saudade. Aproveitando esse clima nostálgico, pensei em visitar os grupos que já se foram e possivelmente, nunca mais vão voltar.

Começando com o Pentágono, quinteto nacional, que nos apresentou Rael da Rima, M.Sário, Apolo, Massao e Dodiman, lançaram quatro trampos, dentre eles o meu preferido Natural, lá pelas voltas de 2008 quando eu tava começando a ouvir rap nacional (além dos clássicos que todo mundo já nasce conhecendo), o Pentágono foi responsável por me apresentar o Projota, Rashid, Flora Matos, Kamau e outros, nas participações. O último disco do grupo Manhã foi lançado em 2012 e desde então não se falou mais, Rael e M.Sário seguem em carreira solo.

Falando no Kamau, não tem como não lembrar do Simples, grupo que tinha o já citado MC, acompanhado da Stephanie MC, Rick e DJ Will, apesar de trabalharem constantemente juntos, como o grupo soltaram apenas um trampo Escuta Aí, que tem sons bem fodas tipo a faixa homônima ao disco e Bom Dia, depois desse projeto o grupo ainda colaborou (in)diretamente na faixa Porque eu Rimo no segundo trampo do Kamau, que ainda conta com a participação do Emicida e do Rashid (inclusive uma das melhores faixas do trampo).

E o Quinto Andar, vai volta? Infelizmente, nunca! ou não, nunca saberemos até acontecer ainda citando Kamau, que esteve presente em uma das tracks do grupo carioca, que em seus titulares contaram com De Leve, Marechal e Shawlin (sim, o Cachorro Magro). A trinca de MCs acompanhados do DJ Castro lançaram somente um trampo, Piratão, em 2005, apesar de estarem em atividade desde 99, lançando singles e fazendo participações aqui e ali. No lançamento do disco, Marechal já não estava mais oficialmente no grupo que veio se dissolver no mesmo ano da estreia do disco, deixando apenas saudades em nossos corações.

salve per raps!

Partindo mais ao norte do nosso estimado continente, mais especificamente na cidade de Chicago, faz falta o duo que colaborou para somente um projeto, Talib Kweli e Mos Def (agora Yasiin Bey) protagonizaram o duo Blackstar, responsáveis por também só um álbum em 98, que levava o mesmo nome da dupla, um dos sons mais famosos contidos no trampo é a sequencia Definition e Re:Definition, produzidas pelo HiTek, que até hoje tem um dos versos mais interpolados do rap:

—one, two, three
Mos Def and Talib Kweli
We came to rock it on to the tip-top
Best alliance in hip-hop, Y-O

Como citei ali em cima, infelizmente a dupla colaborou sob essa alcunha, somente em um projeto, e mais tarde em 2016, Yasiin Bey fka Mos Def, aposentou-se do rap. Porém, recentemente, o mesmo reaqueceu nossas esperanças, anunciando um possível retorno do duo para um novo disco, porém sem mais informações até o momento.

Bom, como não vou entrar em uma discussão se duos são grupos, antes de vocês argumentarem, toma mais uma dupla, Clipse foi o duo que nos apresentou no inicio dos anos 2000 (anos 90 na verdade), Malice e Pusha T, os irmãos que aliados ao Pharrell (que também tinha seu próprio grupo à época) como produtor principal, contavam o dia a dia nas ruas da Virginia e explanando o modo de vida dos traficantes de coca, o que hoje ficou conhecido como coke rap. A dupla lançou 4 discos, dentre eles Lord Willin, de 2002 que contém o hino da Virginia e outro clássico Grindin’. Clipse se desfez, por volta de 2010, após o lançamento de ‘Till de Casket Drops, com a ida de Push pra GOOD Music, de Kanye West, onde mais tarde se tornaria o presidente e CEO, e Malice (agora No Malice) se envolvendo com uma congregação cristã.

Por ultimo, porém não menos importante (muito pelo contrário), pra não me alongar demais, os quatro pretos mais procurados de Compton: NWA. MC Ren, Eazy-E, Dr. Dre e Ice Cube, formaram o quarteto que foi responsável pela instauração do G-Funk no fim dos anos 80, letras ácidas, uso de samples de soul dos anos 50 e 60 (props to the Doc) e denúncia de violência policial, desigualdade social, racismo e a violência de gangues do inicio dos anos 90. O grupo da Califórnia lançou apenas dois discos (os demais são coletâneas de sons não lançados ou remasterizados) e foram um dos precursores do gangsta rap com Straight Outta Compton, já após o lançamento do segundo disco, o grupo se desfez, por desavenças entre Cube, Dre e Eazy-E, o que levou Cube para carreira solo, Dre e The DOC (membro menos participativo) para a DeathRow Records e Eazy-E a fundar seu próprio selo Ruthless Records. Com o falecimento de E em 95, Dre e Cube voltaram a se falar e anos depois em 2015 um filme biográfico do grupo foi lançado acompanhado de uma soundtrack de inéditas produzidas por Dr. Dre.

No mais é isso aí rapeize, acham que faltou aí algum grupo? Cabe uma parte dois? Deixa aí nos comentários, e dá um salve lá na rede social do passarinho