E aí, seus roda de punk ao som de Baco! Tudo certinho? Hoje eu gostaria de não
parecer hater e tentar não reclamar muito, sendo assim, vou contar como foi a minha experiência no show da Diana de Brito! A apresentação rolou nessa última sexta (18), lá no “Nos Trilhos”, aqui em São Paulo.

Antes de tudo, quero apresentar essa linda pra quem não a conhece: IAMDDB é uma artista multifacetada – cantora, rapper e produtora, de origens portuguesa e angolana, vinda de Manchester. Ganhou mais notoriedade após a sua participação no projeto “COLORS”, em 2017, com a música “Pause”. Mas, foi com “Shade” que ela teve o seu primeiro hit conhecido por todo mundo. Sua peculiaridade já começa por conta do nome. “DDB” nada mais é do que
simplesmente a abreviação de seu nome e sobrenome, já o “IAM” pode se dizer que é a forma encontrada por ela de cultivar o seu empoderamento e a autoafirmação, para que seja sua marca inconfundível num ambiente dominado por homens (nenhuma novidade). Isso faz com que ela se mostre cada vez mais confiante daquilo que é e do que faz!

 

“Ah, mas como ser hater tendo este assunto como pauta?” bom, eu já fui preparada pro pior, que não é ela, óbvio, mas sim o line-up mais desrespeitoso que já vi na vida! Tudo começou quando cheguei e tava rolando Alt Niss, que eu particularmente gosto bastante, mas o problema até aqui tava sendo o som. Eu não entendia uma palavra sequer! Beat mais alto do que a voz, chiando de onde eu estava, enfim… o único show, fora o da IAMDDB, que eu pensei que salvaria a minha noite. Após isso, só rajada, Cinthia Luz e Froid… porra. Eu não gosto e não vou falar sobre. Daí eu pensei o que? “Matuê vem arregaçando, todo mundo que gosta aqui vai se emocionar e vai embora!”, não rolou. E até os fãs do cara estavam mortos lá! Uns amigos quiseram fazer um “bate cabeça” em forma de “”protesto””, eu ri né!? Mas, confesso que o cara num é ruim ao vivo não, o que estraga é o fã clube.

Bom, atrasada uns 35 minutos, chega a atração mais esperada! Fiquei de cara como a recepção dela, foi calorosa, eu no lugar teria chorado de emoção! A danada gastou todo o seu português, pra quem não sabe a mãe dela é portuguesa e o pai é de Moçambique, se não me engano. Ela tava uma verdadeira rolezeira, fumando, bebendo e jogando Henny em todo mundo! Desceu pra um Moshpit ao som de “Conjouring” (a minha favorita), tocou muitas tracks desconhecidas pra maioria, do “Wavebaby vol 1” seu primeiro projeto, mas não deixou faltar as mais conhecidas também.

 

“Shade” quase derrubou o viaduto e a abertura do show não poderia ser outra além de “Azul”, né? Bom, a voz dela é ainda melhor ao vivo, mas eu não entendi nem um pouco o motivo dela ter usado playback o show todo (?) O DJ é um tanto quanto atrapalhado, parecia que tava tudo meio que organizado de última hora. Nada disso atrapalhou a minha experiência, mas são pontos que eupercebo sempre enquanto espectadora e fã. Valeu muito ter presenciado e curtido,fiquei chateada por uns amigos que foram pegos em baixo dos vagões abandonados, e não conseguiram assistir ao show ahahah.