1 – “KIDS SEE GHOSTS” por KIDS SEE GHOSTS

Kanye e Cudi sempre foi uma parceria que deu muito certo, e só podemos agradecê-los por levarem isso a um outro patamar com esse novo duo. É incrível como um traz o melhor do outro e isso fica bastante claro nesse álbum, afinal, os últimos álbuns do Cudi tinham recebido críticas bem negativas, em especial o Speedin’ Bullet 2 Heaven. Além de tudo isso, alguns dos melhores versos recentes do Ye se encontram aqui (porque da produção, nem preciso falar)

– Vinar

 

2 – “Daytona” por Pusha-T

Não foi dessa vez que o aguardadíssimo King Push veio. Em contrapartida, o Pusha reivindicou sua coroa, mas de uma forma mais obscura: desde a capa infame com a foto do banheiro da Whitney Houston até às considerações sobre Meek, Drake, Coles e Kendricks nas tracks finais. Presenciamos o rapper da Virginia no auge de sua vilania, agora amparado pela sua influência e poder na indústria devido ao cargo de presidente da GOOD Music. Inteiramente produzido pelo Kanye, Daytona é visceral tanto nos beats quanto nas composições, e como um bom dealer, o Pusha T te deixa querendo mais e mais.

– 20

 

 

3 – “Astroworld” por Travis Scott

Travinho A.K.A. A$AP Rocky do sul veio com mais um álbum que destaca o que ele tem de melhor, a sonoridade e como consegue explora-la, com boas participações, temática bem clara, transições suaves e coesas entre as tracks e com o maior hit do ano (pelo menos pro youtube).

– Shaq

 

4 – “ye” por Kanye West

“EU, SOU, UM, ROBÔ, DO, KANYE, WEST”. É por isso ai que ta na lista.

– Cottta

 

5 – “Tha Carter V” por Lil Wayne

E depois de 6 anos ouvindo boatos e aguardando, finalmente recebemos o famigerado Tha Carter V que nos agradou muito, apesar de alguns sons datados e a looooonga duração, voltar a ouvir o Wayne rimando em alto nível foi do caralho. Cê pode ver a nossa review em vídeo que eu e Shaq fizemos também.

– Vinar

 

6 – “Care for Me” por Saba

A nova geração de Chicago vem ganhando notoriedade por combinar uma caneta afiada com uma estética que destoa do topo das paradas musicais, tanto em relação à sonoridade como também à sensibilidade demonstrada. Em Care For Me, o Saba mostrou que não só faz parte dessa geração, mas também é um de seus principais expoentes: a pegada introspectiva do álbum não o torna monótono, até porque o dinamismo, a precisão e o poder descritivo da lírica do jovem rapper mantém o ouvinte atento o tempo todo, e a suavidade dos beats torna a experiência ainda mais única.

-20

 

7 – “Nasir” por Nas 

Nas e Kanye, preciso falar mais alguma coisa? Esse álbum pode ter seus defeitos, mas aparentemente não saiu do play da equipe e por isso tá aqui na lista

– Vinar

 

8 – “Swimming” por Mac Miller

Se fosse por mim, esse álbum estaria mais acima nesse top, não pela indicação ao grammy, foda-se o grammy. Swimming é o auge do Malcolm no que diz respeito à originalidade do artista, ao fato dele sempre acreditar na vibe dele, não se render ao hype. Isso por si só já dá grande valor à obra. No entanto, pessoalmente, 2018 foi um ano mentalmente muito difícil para mim. Quando escutei o álbum pela primeira vez, vi muitas mensagens positivas, toda a “metáfora aquosa” que o envolve , sobre agora estarmos nadando e não mais nos afogando, sobre estarmos vencendo nossas mentes; precisamos cada vez mais ouvir esse tipo de mensagem no rap, principalmente com estes recentes e trágicos eventos. Receber a notícia de sua morte foi algo que me pegou de surpresa e me entristeceu muito, pouco tempo depois deste projeto que me inspirou tanto a melhorar, onde Mac se mostrava, apesar dos pesares, tão bem, tão recuperado. Isso só me faz confirmar a ideia de que não devemos menosprezar nossa saúde mental, nem fazer pouco caso dela. Nós não sabemos o que cada um passa do portão pra dentro. Continuaremos lutando por Malcolm James McCormick e tantos outros. Fique em paz, bro.

– Ascencio

 

9 – “ONEPOINTFIVE” por Aminé

Muito justo este álbum ter entrado nesse top pois eu disse na review que ele (Aminé) ainda tinha muito a nos apresentar. Meses se passaram, e a cada vez que eu ouço as músicas dele eu reparo algo diferente. E independente do meu estado emocional, algumas linhas me tocam, pois fica muito perceptível o quanto ele se entregou e se abriu com o público, principalmente sobre sua saúde mental. Espero que a partir deste e de tantos outros trabalhos, a nossa percepção e sensibilidade esteja mais apurada para que possamos discutir mais sobre esse assunto. Espero também que outras pessoas tenham escutado esse trampo de uma forma parecida com a que eu escutei . Volto a dizer que ONEPOINTFIVE não é apenas um amontoado de músicas comerciais pra rebolar, mas elas servem muito bem para essa finalidade, o que o deixa mais rico ainda! Eu continuo tentando convencer as pessoas a ouvirem, e espero que em 2019 ele venha com tudo, nos trazendo mais uma pedrada.

– Peroli

 

10 – “Some Rap Songs” por Earl Sweatshirt

Um álbum que muitos do time estavam esperando desde “I Don’t Like Shit, I Don’t Go Outside” e que, de certa forma, atendeu às expectativas e só não está mais acima na lista por ter saído muito em cima. Com ótimas rimas e sua produção nada convencional, mas ainda assim excelente, Earl entregou um projeto menos ambicioso, como pode se notar pelo título, mas que o apresenta mais maduro pessoal e artisticamente.

-Vinar