Iaeeeeee seus geração fuma e filma, suave? Shaq back from the dead, pra outra review, dessa vez não tão feliz, mas seguimos, pois nem tudo na vida é fácil, certo. Hoje vamo fala do Froid, e seu segundo trampo solo Teoria do Ciclo da Água, o trampo sucede o Pior Disco do Mundo (acho que não era), o primeiro do MC de Brasília depois da separação do grupo UBR.
Sem mais, vamos às notas:
Começando sempre pela capa, que no caso aqui é o maior destaque do trampo, uma bela fota do rapeize se afogando/suicidando num aquário (?), que tenta setar o tom do trabalho já na capa, apesar de eu ter gostado mais da promo do disco, que traz um recorte de todos os audiovisuais do projeto e uma “colagem de revista” no nome do disco.

Logo no começo após à Intro, somos apresentados à faixa homônima ao disco, que tem uma sonoridade adversa à que o MC vinha fazendo em singles anteriores (aos que estão no disco), a track soa com algo menos Froid e mais brasiliense, lembra um pouco até Tribo da Periferia, não chega a ser uma surpresa pois já havia sido lançada como single, porém uma demonstração de versatilidade.
Mais à frente temos a sequencia Garota, Fique Rico ou Moralismo e Bilhete, inclusive os skits musicais “Bilhete”(temos três no disco) são totalmente passáveis e misturam um violão em loop com batidas repetitivas e sem criatividade, da sequencia acima a única destacável é Fique Rico ou Moralismo que também já havia saído como single e responde, indiretamente e discretamente, os ataques do Raffa Moreira.
Muitas faixas do trampo, são continuações de singles anteriores que não necessariamente mantem à proposta das boas tracks que os sucessores foram e remetem apenas à ideia do que poderiam ter sido (se é que as faixas anteriores precisavam de continuações), são exemplos Lamentável, e Alaska, ambos parte II, que trazem participações que não acrescentam muito e as mantém dispensáveis.
Na parte final do disco temos Colibri (mais um single que foi lançado antes do disco), em que Froid fez uma tentativa de surfar no hype do trap com um beat mais rápido que os demais e bem repicado, que o força a rimar fora do seu flow habitual, seria uma boa tentativa não fossa a caneta pobre e trocadilhos do nível:

O meu ki tá aumentando, eu posso presentir
E nessa faixa agora, eu sou um Sayajin
Porque ainda tenho o flow mais ensaiadin

O ponto alto do disco é faixa Blogueira com a participação do Don L, que de longe possui o melhor verso de todo o projeto, que além disso deu um ótimo final não só a faixa como também o disco, se Froid não tivesse adicionado mais um refrão ao fim e Bang como ultima faixa.
No mais é isso, Teoria do Ciclo da Água serviu pra provar que o pior disco não era o do ano e versatilidade não é tudo pra montar um trabalho acima da média. Com aproximadamente 40 minutos de play, o trabalho possui muitas faixas descartáveis, porém traz também bons singles pra pista, ou pr’aquela reunião com os amigos que ninguém tá realmente prestando atenção no som.
ps: quem levou o meio ponto foi o verso do Don L.
ATÉ A PRÓXIMA PEACE!

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