Iaee seus só faz a dobra no show… suave??! De volta aqui pra mais uma review e hoje: ASTROWORLD. Demorou, mas chegou, várias fitas, mil trutas e mil tretas, se vocês soubessem o porquê a review atrasou, ficariam enojados já dizia Gunther, porém, todavia e, entretanto, vamos às notas:
Travis é aquele tipo de rapper que geralmente não decepciona, enrola? Demais! Mas não decepciona, tomando como base os trampos anteriores, Astroworld, sucede Birds In The Trap (Huncho Jack foi um projeto colaborativo e não será considerado como parâmetro de comparação), vemos musicalmente um amadurecimento do MC de Houston, lapidando-se no que não entregou também no trabalho antecessor e o que havia deixado de fazer tão bem em (Days Before) Rodeo, e assumiu um papel que faz muito bem, juntar ideias.
Em suma, o projeto tem uma cara muito “futurista” e também muito atual, vi uma definição em um vídeo do Quadro em Branco que retrata muito bem a sensação que esse trampo passa: é um disco de Agora, se considerarmos as referências absorvidas pelo Travis e a cena onde se encontra, esse álbum é o que deveria ser e acredito que vá influenciar as sonoridades daqui em diante. Falando em influencias, Houston tá muito impresso nesse disco, seja pela sonoridade mais voltada ao trap do Texas, seja pelas referencias de vivencia mesmo (Astroworld era um parque de diversão de Houston) ou pelas referencias pessoais mesmo com as participações a grande maioria são do sul e possuem essa mesma sonoridade e bebem da mesma fonte de inspiração, Gunna, 21 Savage, Takeoff, Quavo, entre outros.
Produção: tá muito boa, não tem muito pra se errar aqui, aquela trapzada bem característica do menino Jacquees, que convocou produtores de longa data pro projeto, temos aqui a assinatura de Tay Keith, Sonny Digital, Hit-Boy, TM88, Mike Dean e muitos outros que já vimos nos discos anteriores, como uma das linhas Travis diz “eu sou a cola” é exatamente isso que notamos, ele possui a capacidade de juntar pessoas que normalmente não desenvolveriam nada juntas e monta algo de uma qualidade absurda e aliado a visão e concepção do projeto esculpiram um disco muito bom, futurista como eu disse ali em cima, mas que reflete muito a contemporaneidade.
Ceis quer banger? Tem, com um auto-tune onpoint, o disco é bem montado e coeso com as transições suaves (alguém me ajuda com uma tradução pra seamless, é a palavra perfeita pra descrever as transições de faixa), uma ambientação bem obscura, quase esotérica, muitas faixas pra pista, sem desmanchar o conjunto, o que faz o replay value ser bem alto, inclusive, umas 6 das 17 tracks estão no Top 100 Mundo entre as 20+ quase 2 meses depois do lançamento do projeto, destaque pra: NO BYSTANDERS, 5% TINT, SICKO MODE, CAROUSEL e HOUSTONFORNICATION.

Uma das coisas que mais continuam chamando atenção é como a formulas de ad-libs e modulação vocal dão certo pro Travis e como mesmo as tracks que não são “pra pista” ficam boas nas performances, a delivery aqui é mais uma vez muito boa, e as performances são sensacionais travis pls come to braziu. No mais é isso mesmo, o play é um pouco mais longo do que os últimos discos que não tem saído da rotação por aqui, 17 tracks e quase 1 hora, poderia ter limado três ou quatro faixas e colocado Watch (com Lil Uzi) que não entrou apesar de ter a mesma atmosfera do projeto, mas nada que prejudique a ouvida.
É noiz, parti!