Fala aí, seus telha de amianto! Tudo certo? Trago hoje um cara que anda sacudindo tudo no mundo da música, e eu não consegui falar isso sem parecer aquela tia velha que indica o xarope pra tudo. Aminé Adam Daniel é uma máquina criativa, e juntamente com seus amigos/produtores: Charlie Brown, Ckwnce,Davon Jamison, LDG Beats,Pasqué, Tedd Boyd e Tee-WaTT, formou uma família maravilhosa e está a cada hit construindo humildemente um império sensacional.
O primeiro som a estourar em tudo o que é lugar, foi “Caroline” de 2017, que pertence ao penúltimo álbum dele, “Good For You”. O que, diferente de ONEPOINTFIVE, Aminé traz linhas mais naquela pegada do storytelling, com contextos divertidos e que nos fazem imaginar cenas como se estivéssemos em um filme, pegando referências que nos fazem reconhecer de longe.
Já nesse quinto trabalho, (considerando o En Vogue, EP de 2014 ) Aminé não toca suas músicas com a mesma alegria como em “Good For You”. O intimismo permanece, e particularmente, eu me senti tocada de uma forma que eu queria falar pra ele: “Nossa, vamo conversar?” Vemos aqui um exemplo de que até a pessoa mais divertida não está isenta de se encontrar nessas condições: Ansiedade; depressão; etc. Mas assim, mesmo com toda essa inteligência e criatividade canalizadas, Aminé não traz nada de muito diferente do que alguns caras da cena já não teriam dito.
“EPLPMIXTAPEALBUM”, ONEPOINTFIVE, é uma continuação de “Good For You”, e esse título pode ser uma alusão também a como esse projeto marca um ponto intermediário entre o debut álbum, e este, que foi lançado apenas 8 horas depois de ser anunciado talvez por puro capricho dele mesmo. E a explicação, dada em um vídeo promocional pelo próprio artista, do por quê ser “um trabalho sem classificação de gênero” é que:

Mixtapes are albums and albums are mixtapes. Niggas call they albums mixtapes cause if it flops, it’s an EP.

Conseguimos interpretar que, independentemente de uma classificação, ONEPOINTFIVE é um projeto (extremamente) pessoal, sobre essa adaptação a uma nova classe que o rapper está em busca. Nesse caso, quando eu digo projeto pessoal, penso que esse trabalho é uma daquelas obras que o artista faz para si e não para indústria.
Suas inquietações estão exteriorizadas em beats bem articulados, e em “DR. WHOEVER” você fica na esperança por aquele drop que nunca vem, e é exatamente o que ele está falando na música, e isso pra mim foi sensacional.
O vídeo da música hit do momento, “REEL IN IT” atingiu 3 milhões de views em menos de 5 dias no youtube, o que não esperava menos né… No caso dessa, há uma exceção ao que eu falei sobre “não fazer música para indústria”, pois nesta, não há nada que Migos já não tenha dito, rimas sem ser muito elaboradas, apenas para mostrar  o que o sucesso e fama trouxeram ao artista, porém o clipe traz com a participação do Youtuber uma critica à essa hiperssexualização das minas nos clipes de rap também (se eu estiver viajando nas ideias, me perdoem!).
Bom, novamente eu fico como suspeita pra falar desse cara, acaba que esse texto fica mais como apresentação dele do review da obra em si, e um conselho: Ouçam! Essa mente criativa (do Aminé) tem muito ainda para nos presentear, a beleza estética dos seus sons e da construção da identidade visual de tudo o que ele faz são coisas raras de vermos nos artistas de maior notoriedade no momento.

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