Hellooo bitconeeeeeeeeeeeeeeeeeect, iae, voltei mais já to saindo fora! Mas antes… review! Hoje tamo pocas ideia e já vou começar a falar do mais brabo da Dreamville, BAS. Depois do debut discreto pela banca da Carolina do Norte e de um segundo trabalho consistente but not so much, tho, Bassy retorna com “Milky Way”, um disco com uma estética totalmente diferente dos seus predecessores, porém bem calcado no que já foi estabelecido pelo rapper, a premissa do trabalho assim como o anterior “Too High Too Riot” é discorrer sobre o cotidiano, vivencia e relacionamentos, porém sem se aprofundar muito em termos de introspecção, incluindo uma pitada de bragg meio genérico e colagens de filmes, mas como diz Jack, The Ripper, vamos por partes:
Começando pela capa, o MC do Queens referencia a cultura do baixo Nilo com colagens de pirâmides em um deserto no Sudão, que faz uma ligação com o nome do projeto (Via-Láctea) em que os antigos egípcios foram os pioneiros em observar os astros, a foto da contracapa inclusive e bem foda, e creio eu não ter nenhuma adição ao contrário da anterior compõe uma progressão muito foda de tempo, na capa as demonstra de pé (as pirâmides, me acompanha bro, isso vale uns IQ no Genius) e na contracapa apenas as ruinas, demonstrando que apesar do tempo, ainda há registros da existência da civilização antiga, o que aparenta ser o objetivo do MC, que seu trabalho permaneça através do tempo.

Deixando a arte do encarte de lado, passando pro que importa e o motivo de estarmos aqui, o conteúdo. Como disse ali pra cima, na minha humilde opinião fecal, Bas atualmente é o melhor MC da Dreamville e esse trampo consolida essa opinião, no contexto, em geral, os MCs da banca não possuem uma temática mais “especifica” e são muito menos introspectivos do que vemos regularmente na cena, exceto J.Cole, tendo isso em mente, sem falar de si mesmo e de situações pessoais, Bas é o rapper que demonstra ter a melhor caneta em questão de me fazer sentir a atmosfera das tracks e a mensagem passada.
Os lead singles soltados foram “Pinball II”, “Tribe” e “Boca Raton”, todas com participações, de Correy C, J. Cole e A$ap Ferg, respectivamente, comercialmente, acredito ter sido uma boa aposta, faixas com MCs com públicos maiores (Ferg e Cole) em que o Abbas tá melhor que ambos, inclusive, “Boca Raton” é produção do Sango e tem umas colagens de bateria de funk RJ, de longe é a melhor do disco. Aproveitando a deixa, sobre a produção, Bas foi conservador e exceto Sango, todos produtores são da casa e já trabalham a tempo com os MCs da Dreamville e isso faz com que o trampo tenha a cara do selo, em momentos da uma puxada pros trampos iniciais do J. Cole e outras pros mais novos dos rappers mais novos como Cozz, Omen ou Correy C. (recomendação pra levar pro começar, ouçam Effected, talvez tenha review dele).

O trampo é bem coeso e uma estrutura de W com tracks que alteram entre uma delivery mais spittada e wordplays e entre elas uma love song ou algo que lembre isso, bem “fotografia do que seria um relacionamento ideal”, inclusive a sequência “Infiniti” e “Infiniti+2” é a vida real amigos. Como nos trampos anteriores, Bas peca em não se aprofundar nos argumentos dos temas abordados, deixando o álbum tecnicamente bom, porem raso com relação à conteúdo, o que incomoda dependendo do momento da ouvida.
Wrappin things up, “Milky Way” é um trampo gostosinho de ouvir, muito bem produzido e com um replay value tendendo pra alto, maaaaas como nem tudo são flores, apesar de cada qual estar na sua caixinha e estar tudo bem, se você estiver procurando algo mais profundo e pessoal e disco vai soar raso e genérico e um bom disco consegue caminhar bem nessa linha tênue, o que não é o caso aqui. Enquanto eu sigo tocando “Barack Obama Special” no som do carro até a próxima review.
Peace.

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