E aí seus Hater do Drake, tudo em cima? Aqui quem fala é a mais nova contratada da firma, a terceira goleira, Tia Peroli, única fã do Drake possível! Me deram a difícil missão de falar desse álbum, que realmente foi bem difícil de conseguir escutar por vários motivos, pessoais, mas vamos lá: com 25 músicas e quase 90 min de obra, o que a primeira vista me estranhou muito, Scorpion, o quinto álbum do rapper, é duplo com um lado dedicado exclusivamente ao rap, enquanto o outro incorpora um estilo mais R&B.
Ele chega a nos prender em uma atmosfera morosa e até mesmo cansativa, mas não tanto quanto Views, convenhamos… Até eu que sou fã durmo quando ouço aquele álbum. Acredito que todo mundo pensou (e como sempre, falaram mal antes mesmo de ouvir!) que isso tudo ai vai ser pra explicar o tal do filho secreto, nem vai valer muito a pena ouvir não. Mas gente, vamos combinar, sem clubismo, mas o Drizzy atualmente, é um dos caras mais versáteis.
Mesmo com todo o exagero e excessos ele até que consegue manter uma linha deixando de lado aquela pegada mais dancehall que foi no último pra apostar mais no R&B dos anos ’90. Então o que parecia ser uma obra pra se falar somente sobre a tal paternidade se tornou em um compêndio terapêutico (inventei isso agora rs) para que ele pudesse falar sobre os seus “standard-issues”, ou seja, todas as questões padrões de quando se fala o nome Drake, por exemplo: a audácia dos rappers em tocar no seu nome em vão; todas as especulações acerca de seus múltiplos lancinhos com mulheres (muito) bonitas; pessoas que usam o Instagram esquisitamente haha; e algumas linhas sobre a tal paternidade que dizem que foram colocadas de última hora para completar o álbum.
Por um lado, temos o lado A, onde o lado rapper do artista aflora, e que sinceramente eu não gosto tanto, Drake rimando parece um pato eu admito! Aqui ele faz questão de enfatizar àqueles “standard-issues” que eu citei, e de uma maneira um tanto quanto pretensiosa pra quem não o conhece, mas com total propriedade porque mesmo que não gosta consegue inferir que Drake é sim um dos mais versáteis. E ele até fala sim sobre a tal paternidade, mas não fica algo que seja o assunto central, sabe?
Já por outro lado, o segundo disco já começa com Peak “…treat you like a princess…”, e você já percebe a mudança no timbre logo de cara, que é o que eu mais gosto, essa pegada mais love song, e as músicas desse lado B, são daquelas que quando vc ouve de primeira você já quer por naquela playlist love song pra ouvir com a gata, sabe? haha
Uma das coisas que eu achei interessante desse lado, foi a música “That’s how You Feel” que foi sampelado uma apresentação ao vivo da Nicki Minaj e seu dj em 2015 cantando (recitando) O remix de Boss Ass Bitch, que particularmente é uma das minhas preferidas, tanto Boss Ass Bitch, quando That’s How You Feel.
Nessa música ele usa os versos da nicki, que ta dando umas dicas de regras que as minas devem seguir quando forem tratadas de qualquer jeito pelos caras, pra dizer que ele passa por isso. Ou seja, ele se sente tratado de qualquer jeito; Nesse lado, ele traz alguns exemplos de situações que acontecem com ele, e o que nos deixa mais intrigado ainda, por que em uma música ele fala de uma mina que apresentou ele pros pais e tudo mas depois ela disse que precisava de um tempo; em outra, fala de uma mina que disse eu te amo rápido demais e que ele acredita que isso tenha sido um problema (?).
O que dá pra tirar de conclusão é que na mesma medida que ele se envolve com mulheres lindas, esses relacionamentos acabam sendo tão complicados quanto. De qualquer forma acredito que vale tudo pela música, e que ele sempre sabe colocar esses sentimentos mesmo que confusos  em suas linhas.

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