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Olá amiguinhos, como vocês estão?! Faz um tempinho que não escrevo, estava com saudades. Tinha que fazer uma review hoje, e tava sem ideias, aí pensei em fazer um quadro diferentão, um top 10, ou top 5, mais aí me lembrei que não tinha ouvido um projeto maneiro que saiu há uns dois meses, então, deixei o Yuri Martins de lado e resolvi dar uma atenção, M E L H O R  D E C I S Ã O  da semana (e ainda é segunda), to falando do projeto colaborativo entre o Black Thought e o 9th Wonder, Streams of Thought Vol.1 (sim, to muito feliz porque é volume 1, e teremos mais disso em breve). Mas é isso amigos, boombap, samples, barras, fuego! Cinco tracks, só um refrão e muitos schemes, vamos às notas:
Pra começar, Black Thought, pra que isso mano? Numa cena com rappers monoflow de quilo e baciada, temos aqui uma aula de delivery, composição e como colocar as palavras certas nos lugares certos e no tempo certo para exprimir uma ideia. O tema do trampo é torrente de pensamento e, de fato, a forma de rimar a que somos apresentados representa isso muito bem. Na track de abertura, o MC da Filadélfia nos carrega com uma narrativa de fatos, que vai ligando uma linha a outra, como uma pessoa contando uma história numa conversa formal.
As participações também estão on point, Rapsody e Styles P mandam versos bons nas faixas que participam e não comprometem, porém, a MC tem um verso mais sólido, apesar dos dois serem colocados no bolso pelo Black Thought (sem novidades aqui), o único refrão no projeto fica por conta da KIRBY, artista da RocNation procurem saber.
Quanto à produção, 9th Wonder foi bem assertivo, não surpreende pela qualidade (não sei dizer se é uma coisa boa), os beats são excelentes e casam muito bem com a forma do MC, porém, 9th não sai de sua zona de conforto, com baterias agradáveis, mas nada novas, e samples picados de soul e funk dos anos 60 e 70, o que, de forma alguma, compromete a execução do projeto que é muito clean.
O grande destaque aqui, sem dúvida, são as barras, e amigos, que barras, Thought é impecável nos esquemas e surpreende demais encaixando rimas onde simplesmente não tem espaço, tipo isso aqui:

“Uh, I said Dostoyevsky meets Joe Pesci
Tired of staring at a glass half empty
Turning me from Dr. Sebi to cocking semi
It got me clutching my machete from the Serengeti already
Wild Styles and Fab Five Freddy


O trampo tem apenas 5 faixas (espero que o próximo volume venha em breve), aproximadamente 20 minutos e vale muito o play. Streams of Thought surpreende num mar de traps e mumblers, um projeto de boombap em 2018, com boa produção (apesar do lugar comum, como disse ali pra cima), ótimas rimas e referencias construtivas.
É isso aí! Deuces.
 

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