Diomedes Chinaski, ou, carinhosamente como eu costumo chamar, Chinaskito, lançou uma mixtape. Seu nome? Comunista Rico,e no último dia 28 de junho, ele dropou toda ela no Youtube porque riqueza de verdade é compartilhar. Vamos simbora pra análise porque todo mundo neste recinto conhece ele, e se não conhece, o google é uma boa ferramenta de pesquisa.
Diomedes Chinaski… bem, o conheci por um freestyle maneiraço em um beat do Joey Bada$$ que se chama “Christ Conscious Freestyle” e ali ele tá muito brabo. Foi ali também que conheci o egotrip dele e o que me soou um pouco estranho porque eu pouco até então via um MC Br fazer braggadocious daquela forma ainda mais com gírias do meu estado e sotaque. Eu fiquei animado.
Passaram-se os tempos, veio o “Sulicídio” e toda aquela treta lá. Alguns MC’s do sul choravam ali, MC’s do nordeste ganhavam dinheiro aqui (Bem, há quem diga que só o Diomedes e Baco mesmo) e pronto, Diomedes tinha o nome no cenário nacional. Pois então, como ele se definiu na cena? Ele se resumiu a um MC habilidoso na caneta, com rimas exaltando a habilidade e trabalhos que tentavam passar uma visão regional com sonoridade mescladas, o que é bastante notório. No entanto, não gostei de nada do que ele vem lançando em carreira solo no que se refere a discos, EP’s, Mixtapes e por aí vai. Não que não tenha nada do que se aproveitar, pelo contrário, tem coisas boas sim, mas em corpo, seus trampos são bem cansativos e modelados de forma muito crua (não no sentido bom). O seu último trabalho, o anterior a este na qual estou analisando, é fraco, não curti nem um pouquinho e quando parti para Comunista Rico, vi uma melhorada, mas de novo, esse não é o Diomedes que eu venho esperando.
Comunista Rico tem treze faixas e nenhuma delas tem um peso considerável. Nenhuma me fez parar assim e dizer “Porrannn”, não. O MC traz boas rimas, afinal, ele não é ruim, mas não é de algumas boas linhas que se faz um disco bom. Precisa-se de um corpo sonoro considerável, uma estrutura atraente, conceitos que chamem atenção, ou melhor dizendo, que sejam melhor explorados. “Comunista Rico” tem muita coisa meia boca. Gostei das participações, porém, de novo, grande parte delas não é um atrativo a mais, coisas que as participações deveriam ser, né?! Se tirar alguns versos, não perdemos em nada, mesmo não sendo ruins, vocês me entendem? Enfim.  E sim, Coruja, cê tá diferente legal no funk meu irmão, me surpreendeu e Raffa, SALLAMALEUKUM AMEM BRO.
Comunista Rico tem algumas produções muito feijões com arroz, não sei vocês, mas tenho a impressão que o Mazilli só faz beat igual, dentro da caixinha e só acho du caralho quando ele coloca um brega-funk porque brega funk é a melhor coisa até eternamente amém. Botem qualquer coisa em um bregafunk, eu vejo, eu clico, eu danço.
Concluindo: Essa mixtape não é ruim. Poderia ser melhor? Porra, poderia e muito. TODAVIA, quem curte o cara até por demais deve ter se sentido satisfeito (leia-se os fãs), mas quem não tá no efeito pouco se importa. É um mehhh, bem mehh mesmo.
E há, antes que eu esqueça, aí Diomedes, quais os anti alérgicos que cê toma meu comparça? Quero essas paradas ai…

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