Fala aí, seus rap nacional! Vinar de volta ao site pra revisar o mais novo trampo do Denzel Curry, “TA13OO” ou “TABOO”, como queira. Eu, particularmente, tava bem ansioso pro lançamento, afinal, “Imperial” foi um dos melhores de 2016, e sempre rola aquela curiosidade de saber como vai ser o próximo álbum e bem, aqui estamos com ele então, vamo pra review.
A primeira coisa que chama atenção logo que cê abre a página no álbum no Spotify (Alô, paga nois) é como as faixas estão organizadas: em três “atos”. E isso eu achei bem confuso nas primeiras vezes que escutei, porque tal divisão não fazia sentido pra mim, não entendia o porquê dessa organização e ficou meio gratuito. Conforme fui escutando mais vezes mais isso passou batido, principalmente na passagem do primeiro ato pro segundo, que tem “SUMO” como uma ótima transição, resumindo bem o que estava por vir no segundo ato. Ainda sobre essa organização das faixas, algo que prejudicou todo esse lance de atos foram as transições entre faixas mesmo, elas pouco conversam entre si sonora ou tematicamente muitas das vezes, e uma transição mais elaborada resolveria isso fácil.

People sleeping on me hard and I’m the hardest in the paint
Eight years in the game and I never rode a wave
I may be overlooked, but I’m never underpaid
And when I win a Grammy I’ma take it back to Dade
You signing to a label where they treat you like a slave
(“PERCS”)

Mas agora falando do álbum em si. Ele começa muito mais melódico, diferente do Denzel que estávamos acostumados, onde ele até fazia tracks assim mas não largava a delivery agressiva. Aqui ele deu uma acalmada, pelo menos nas três primeiras faixas, porque, depois de “SUMO”, isso acaba e é só tiro de draco na sua cara daí pra frente.

I’mma kill everybody how they do Kenny (brah!)
Cause I go hard like Timmy! (Timmy!)
(“VENGEANCE”)

O segundo ato abre o momento hard hitting, e é só música estúpida – no melhor sentido da palavra. Denzel nos mostra o que o tornou conhecido, sua delivery agressiva, suas punches e, até mesmo na “SIRENS”, onde se tem um refrão mais meloso, ele não deixa de lado a sua delivery, algo que ele fez muito bem e com frequência tanto em “Ultimate”, como em “If Tomorrow’s Not Here” ou “This Life”. No entanto, “CLOUT COBAIN” fecha essa segunda parte do álbum e é uma escolha confusa. Pois, ela é uma faixa mais introspectiva, onde Denzel rima sobre as pressões de ser um artistas e suas tendências suicidas, não tem muito a ver com o restante dos sons nesse ato, e, tão pouco, define o que tá por vir no terceiro, então, outra vez se nota essa confusão na organização das faixas. O último ato consegue manter a pegada do segundo em sua grande maioria, com tracks como “PERCS” e “VENGEANCE” que são super agressivas, duas faixas que eu curto bastante.

Making Freebandz in the Future (…)
Money on my mind just like a tumor
Spread my money out and then I call that bitch a rumor
Curry-the-killer is on the move, no Uber
People try to block a nigga shine like lunar
(“SUMO”)

Quanto mais escutava o álbum, mais ficava claro que o que me impedia de gostar ainda mais dele era a organização das faixas, que muitas vezes parece não ser pensada ou não fica clara a intenção do artista, apesar de que, depois de “SUMO”, temos uma sequência muito boa com “SUPER SAYANJIN SUPERMAN”, “SWITCH IT UP” e “MAD I GOT IT”, por exemplo. Liricamente, Denzel não desapontou, mostrou mais uma vez punches muito inteligentes, como em “PERCS”, “SUMO” ou “VENGEANCE”; E no geral, “TA13OO” se mostrou um ótimo trampo, apesar de suas derrapadas.

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