Faaaaaaaaaaaaaaalaa meus consagradxs! Como vocês tão?! Essa é a review mais rápida da história desse sitio na internet, portanto, sem mais delongas, vamos a essa tape/álbum (ngm mais sabe a diferença na real) do coletivo Sound Food Gang, Foodstation.
Bom, creio que se você não conhece os mano ali de Jundcity, volte quatro casas e escute os trampos anteriores. Eles são necessários para que se entenda mais ou menos esse disco, principalmente o trampo do nILL, Regina, que saiu a mais ou menos um ano, e estava no top 10 anual de uma galera aqui da crew, vai lá, confia, o trampo é excelente, vou esperar aqui. Além de Regina, mais dois trabalhos que saíram entre o ano passado e esse ano foram os do Yung Buda (Halloween o Ano Todo e Músicas Para Drift), revisamos aqui no site, e também servem de base pro trabalho que vamos comentar.
Esses três discos que eu citei ali em cima fizeram grande parte do trampolim que colocou a SFG na cena, com um “vaporwave”(?) bem característico, referencias de anime (nas letras e nas produções) e também de aspectos da cultura nipônica (anime é um aspecto da cultura, mas se me entendeu né?!), com um ambiente bem carregado e rimas ora introspectivas, como podemos observar em Capital Steez:

Será? Minha mãe ficaria brava?
Se o CD que eu fiz pra ela não deixasse eu voltar pra casa?
Algo mudou, afinal
E depois disso, onde vamos ficar no natal?
Pois é, passa ano e ninguém explica
Pra usar droga, nêgo chama
Pra almoçar ninguém convida

Ora são braggadocious que ressaltam o progresso alcançado através das rimas, como em Riders 2:

Eu tô de Cabriolet
Cruzando a ponte Golden Gate
Pilotando um Chevrolet
De Micro Uzi e vários pente
Aperta aquele, eu sou TrillWave
Tamo indo pra festa, Sound Food Gang

Aqui em Foodstation não é diferente, temos muitas referências ao Regina, e como tudo passou e evoluiu pra banca nesse último ano, desde o lançamento, e em certos momentos, tem um tom contemplativo de como o bom trabalho (e o rap) pode ser o agente transformador em uma situação adversa.
Todos os integrantes do coletivo aparecem de uma forma distinta no projeto, com delivery e flows diferentes, porém sem destoar uns dos outros e sendo coerentes com as produções. Inclusive, as produções estão muito boas, mantendo o que conhecemos da banca, com um ar enigmático e todo referenciado em animes, música brasileira e até samples atuais, com a nossa própria cultura atual (tem um recorte do Lil Raff bro falando ao telefone com alguém bem especial), até vou usar minha carta de magia aqui e deixar de lado um pouco a imparcialidade…

O recorte de F I A T 1 9 9 5 do Raffa, encaixado na track Fiat 147 ficou do caralho, Buda matou na produção.

Retornando ao argumento, todos os MC’s conseguiram contribuir à sua maneira no projeto, sem se atropelarem e se sobreporem, todos com boas linhas, apesar de serem de estilos bem distintos.
No grande quadro, a tape é boa e solidifica alguns conceitos estabelecidos nos respectivos registros e sons de cada MC presente, que, quando juntos, funcionam muito bem e de maneira harmoniosa. Passa a ideia de uma reunião de amigos, onde todos sabem o que cada um vai fazer e se adequam sem deixar pra trás o que identifica individualmente cada um. Vale a ouvida, e, como tem pouco tempo que saiu, ainda tá no play por aqui. Ah é já ia me esquecendo, entre as tracks, o Adalberto (empresario da banca) passa um monte de visão e manda salve, DISCO DE RAP TEM QUE TER SALVE, tava sentindo falta.
Por hoje é só, e não sejam como a clara e a gema que se encontram só dentro do bolo, cola na grade e dá um Check em outras matérias. PEACE!