Falaaa meus consagrado, ceis tão bonzin?! estamos de volta à programação, dessa vez com uma review sugerida pelo meu player de streaming musical, do qual não estou recebendo patrocínio monetário e/ou publicitário, portanto não será citado #paganoiz. Como vocês sabem (ou talvez não), geralmente eu ando pelas seções de “descubra” do app, pra ver se topo com algo que chame minha atenção, mas dessa vez não foi lá que encontrei a mais nova revelação de Chiraq, Juice Wrld foi recomendado com os programas em vídeo que o iTunes faz com novos artistas (que inclusive eu recomendo, chama UpNext), então sem mais delongas, vamos aos fatos.
Num mundo tomado por “plug beats” e traps adictos no lean codein, alguns detalhes em Good Bye & GoodRiddance me captaram a atenção, dos clipes dirigidos pelo Cole Bennett e single com participações de artistas já consolidados como Lil Uzi, resolvi dar uma atenção ao projeto de 16 faixas e aproximadamente 45 min (muitas faixas, mas o tempo é ideal).
O mote geral do disco, aborda os relacionamentos, abuso de drogas e opióides, porém é construído de uma maneira interessante, com uma intro, cinco faixas que desenvolvem essa introdução e em seguida um skit seguido de mais quatro faixas, estruturado duas vezes no projeto, que passa uma sensação de roteiro e contribui para a coesão do disco. Na Intro acompanhamos um termino de relacionamento em que todo o primeiro terço do álbum se baseia sobre, inclusive os singles estão aqui e são a parte mais forte de todo o disco, a trinca All Girls Are The Same, Lucid Dreams e Wasted, que alavancaram o sucesso de Juice no Soundcloud e chamaram de bons produtores e videomakers que hyparam os projetos subsequentes, All the Girls e Lucid Dreams, foram produzidas pelo Nick Mira e tiveram vídeo dirigido pelo Cole Bennett, ambos já trabalharam com nomes carimbados da cena do sul da Flórida, como Ski Mask e XXXTentacion.
As produções como disse mais acima, não são diferentes de grande parte das que estão na cena, por serem feitas na maioria pelo mesmo produtor ficam com uma atmosfera similar, porém quando bem feitas, não chegam a ser um problema, apenas dão uma podada na diversidade e na possibilidade do MC demonstrar mais versatilidade, porém Juice consegue compensar no delivery, trabalhando muito bem com bounciness das tracks e com o ambiente sombrio e carregado que términos ruins podem proporcionar.

Na segunda e terceira parte, o MC de Chicago trabalha o rebote emocional e a superação, fechando o roteiro proposto no inicio de uma maneira bem linear, porém segura. Como disco de estreia, Good Bye & GoodRiddance, agrada, possui boas produções, bons singles e bons vídeos, muito do conteúdo que é popular e comum na cena atualmente, mas feito com qualidade (o que já ajuda e muito!).
É isso aí mes ami. Até a próxima! Deuces.

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