Olá seus arrombadinhos, o hexa não veio, porém ainda em ritmo de copa (not so much now), vamos de review, e como vocês já viram aí no título: 1, 2, 3… testando… Testing, do A$ap mais bonito e mais famoso, Rocky.
Bom, pra começar gostaria de falar sobre o release, a capa do projeto e a primeira performance na TV, mas como diz Jack, vamos por partes, o release e a identificação visual do projeto, foram pensados como uma área crash test e fitas zebradas de aviso, que têm tudo a ver com o single, com o início do trampo e com o proposta que foi feita desde o anuncio, já a primeira performance corroborando com toda a identidade visual, Rocky performa Distorted Records e A$AP Forever, em uma cabina de testes sendo observado por mascarados, com o símbolo do disco espalhado por vários locais, com a perspectiva distorcida de um quarto, percebi nessa performance, muita influência do Tyler e muita bagagem adquirida tocando a AWGE, que se especializou em gerar conteúdo multimídia e correlaciona-los em diversos pontos que ninguém imaginaria (agora que eles já fazem, é fácil copiar).

A produção do disco, possui falhas, mas não chegam a incomodar, são compensadas pelo delivery e variação de flows que Rocky desempenha ao longo do trampo. Quase todas as produções são assinadas pelo Hector Delgado (Yamborghini High, Fashion Killa, Canal St. e outros) da A$ap Mob, com participação do menino do Harlem no processo criativo de todos os beats, exceto Hun43rd e Praise The Lord, que foi inteira produzida pelo Skepta, aliás, flautinha peruana FTW.
Como disse ali em cima, as variações de flow e delivery do Rocky são o diferencial do projeto, apesar de como em todos os discos ele ser perder um pouco e algumas faixas serem passáveis, as que são boas, são REALMENTE boas, destaque para Tony Tone que Rocky sem exclusivamente fazer um storytell, traz uma narrativa, ainda por cima interpretando um “personagem” do Harlem na maneira de falar. Outra track excelente, é a versão do álbum de A$ap Forever com Cudi, eu pagaria uma grana pra ver um álbum colaborativo entre Frank Ocean, Cudi e o A$ap Rocky.
O disco é bom, realmente, como diz o nome, são testes, porem bem-sucedidos, acho que o único erro foi ter debutado na mesma semana que Ye iniciou seu projeto de discos, o que retirou muita atenção do trabalho, e não fosse os singles, teria flopado mais ainda, infelizmente. Em comparação com os discos anteriores, vemos aqui um Rocky mais polido, mais maduro e mais evoluído, buscando sonoridades diferenciadas de tudo que já fez e muuuuito diferente daquele Rocky da mixtape, ainda com flows diferenciados e carregados de sotaque, que são a sua marca registrada, mas com uma sonoridade muito evoluída. Apenas uma coisa que não entendi no projeto, foi o verso do Kodak, gravado em telefone e sem tratamento, no geral é um track bem fora de contexto, apesar da importância.
Como disse, se não fosse Kanye, mais gente teria ouvido esse disco, mas é isso. Até mais!

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