Fala aí, seus zaga da Arábia Saudita! Estamos de volta depois de algum tempo sem posts aqui devido a ~razões~, e voltamos em grande estilo pra falar de um álbum que eu já esperava há muuito tempo, que é o álbum DELE: O papai do Jay-Z, o Nasty, o Esco, o grande Nasir Bin Olu Dara Jones (Sim, eu olhei no Google). Como se já não fosse suficiente o hype por um álbum novo do Nas, foi divulgado que esse álbum faria parte da Surgical Summer, que são os projetos que a G.O.O.D. Music vem lançado com produção do Kanye West, pra suprir algo que muitos fãs do Nas questionavam que era sua escolha de beats. Mas já deu de introdução, vamo falar do álbum.
O álbum começa com “Not For Radio”, onde Nas rima num beat com um puta clima épico, parece até música do menu do God Of War, e ele faz o que sabe fazer de melhor: Chutar conhecimento. Além do fan service que rola com o Diddy falando umas frases de efeito em cima da faixa, tipo como rola em “Hate Me Now”, a Shake 070 manda muito bem no refrão.
Na sequência, temos “Cops Shot The Kid”, onde, acompanhado de Kanye West, Nasir versa sobre a violência policial na comunidade negra, e também na diferença da abordagem com negros e brancos. Devo dizer que, apesar do verso do Nasty Nas ser melhor escrito, Kanye soa bem melhor na track e o seu verso flui melhor. O beat também é outro destaque, com um sample de “Children’s Story” do Slick Rick, numa pegada bem parecida com o “The Don”, onde eles pegam uma frase e constroem o instrumental ao redor dela.
“White Label” é a terceira faixa, e é um dos destaques do álbum, apesar de um pequeno problema que tenho com a faixa: O beat é incrível, os versos também, mas o instrumental passou da conta no volume, tem que ter um esforço do ouvinte pra ouvir o Nas na faixa. Eu pesquisei o nome da faixa no Urban Dictionary, e encontrei algo que possa justificar isso: “White Label” é como chamavam singles promocionais inacabados, que eram enviados com um rótulo branco”. Então talvez a faixa não esteja finalizada? A gente sabe quem em “The Life of Pablo”, Kanye ficou editando as faixas mesmo depois do release, então aguardemos.
“Bonjour” é a minha faixa favorita de “NASIR”, em cima de um instrumental lindão, com um sample de piano, Nas rima sobre a lúxuria, a necessidade de suprir desejos “não-espirituais”, falando sobre mulheres, dinheiro e etc. Destaque pra intervenção de Tony Williams na track, que mesclou muito bem com o instrumental. “everything” tem uma vibe mais melódica, com um refrão muito bem executado pelo Kanye e o The Dream, esse manda muito nas pontes, enquanto o Nas chuta conhecimento sobre literalmente everything, mas eu curto muito o segundo verso, em particular, pela forma como ele pega uma ação corriqueira, que é um recém nascido tomando suas primeiras vacinas e tira algo profundo disso.
“Adam & Eve” assim como em “White Label”, tem uma produção sampleada, e dessa vez, um som Iraniano, que deu mó cara de gangsta pro som, ao mesmo tempo que Nas rimava um mix de reflexão com braggadocio. E pra finalizar, “Simple Things”, que apesar dos bons versos, é a mais passável do projeto todo, diferentemente das demais, a produção não marca.
Fazendo um apanhado geral, Nasir é uma ótima coletânea de sons, mas tinha potencial de ser muito mais enquanto projeto, os sons não são coesos, tão pouco os versos tem uma temática definida ou um conceito por mais superficial que fosse, e isso se percebe desde o nome do álbum que nada mais é que o próprio nome do rapper. Inclusive, não acho que essa teoria de que cada faixa represente um dos sete pecados capitais seja verdadeira, apesar de sim, ele abordar algo sobre pecados aqui e ali, não é algo bem definido, e se essa foi a intenção, foi executada de uma forma bem ruim, e tudo isso, nos leva a outro pensamento, o de que esse álbum foi meio que feito às pressas. Mas ainda assim, eu curti pra caralho, ótimos beats, ótimas rimas e é isso que é o rap.

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