Fala aí, seus Story of Adidon! Vamo falar do álbum do momento, “DAYTONA”, do nosso grande herói Pusha T, que recentemente matou o jovem Aubrey, fazendo a alegria de muitos, inclusive da equipe desse site. Mas, disses aside, let’s have a heart to heart talk about your album, esse que chega forte na disputa de AOTY.
DAYTONA, foi todo produzido pelo Ye, e tem como estrelas do show os samples, e principalmente, a forma como o Yeezy trabalha com eles. Como exemplo, logo na primeira faixa “If You Know You Know”, ele picota o sample de uma outra forma no refrão pra demarcar o ritmo junto a bateria. E a produção é, no geral, excelente, mas em alguns momentos senti um pouco estranho o modo como o sample entra, por exemplo o refrão de “Come Back Baby” e o quão destoante do resto do instrumental, e ele não entra de um jeito tão natural. Agora, pelo outro lado, “The Games We Play” é perfeita, definitivamente o melhor beat do álbum.

If we go by connections made
I can still climb ladders when complexions fade (yugh)
(“Come Back Baby”)

Se tu tá familiarizado com o trabalho do Pusha, sabe que ele vai falar de coca nos sons, e isso acontece aqui, mas dessa vez ele trabalha mais na transição de dealer até o posto que ele se encontra agora, sendo presidente da G.O.O.D Music, e como o próprio rapper disse, esse álbum é muito mais sobre o luxo, e isso se percebe em muitas das linhas, em especial na “Hard Piano” e “The Games We Play”. Quanto a lírica, Pusha se manteve sendo o cara das tiradas inteligentes, dos wordplays,  no entanto senti falta da delivery mais “debochada” do Pusha mas isso passa.

This is for my bodybuilding clients moving weight
Just add water, stir it like a shake
Play amongst the stars like the roof in the Wraith
Get the table next to mine, make our bottle servers race
(“The Games We Play“)

Agora vamo do único ponto negativo desse álbum, que é o número de faixas. E é irônico isso, pois estamos sempre falando de como é difícil, em álbuns com um grande número de faixas, manter a atenção do ouvinte, além de se abrir mais espaço para erros. Aqui rola o contrário disso, tinha espaço pra mais, e depois de ouvir várias vezes o álbum, em todas senti que o álbum termina abruptamente, como se tivesse bem mais a ser trabalhado dentro do álbum, como se o artista tivesse mais coisas pra falar.
No geral, esse é mais um projeto excelente do Pusha T, já são três consecutivos, no entanto, esse é aquele que eu senti que ele poderia ser mais, claro que o número de faixas é meio decepcionante, mas o apresentado segue dentro do padrão de qualidade que ele vem tendo nos seus discos, e até ultrapassando na questão da produção.