Oi né, bem vindos à uma review nacional feita por mim nesse maravilhoso site. Hoje temos Pecado Capital do MC Adoniran AKA Nicolas Cage… kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, meu, que vergonha, KKKKKKKKKK, ops… desculpa, quer dizer, Mc Xamã. Lançado no dia 22 de Maio primeiramente no Youtube pela Baguá Records, o jovem MC largou para seus fãs um disco de 14 faixas que varia de vertentes e que trás um conceito tirado da cinematografia e cristianismo.
O conceito central do disco gira em torno de pecados e como os alter egos do Xamã ou até ele mesmo estão inseridos nisso. No começo da track vemos o mc dar vida à dois personagens distintos, um é o Jack e o outro é o Joe, e talvez essas seja duas facetas ou personagens que afloram-se na sua musicalidade juntamente com os pecados que os rodeiam. Para muitos que sabem, existem segundo à igreja Católica, sete pecados capitais e todas elas são discutidas no disco trazendo pouca profundidade conceitual na qual estava esperando, porém estão ali. Se for discutir sobre Preguiça, porque dizer que come geral, principalmente contendo versos que fazem apologia ao estupro? Muitas músicas aqui que abordam esses respectivos pecados pouco tem a nos dizer e não comprei as reflexões do MC diante delas. Luxúria, música que divide com Matuê –  aliás o Tuê comeu a música -,  é um hit banger cabuloso, no entanto, não conseguir enxergar o MC carioca em sua própria música. Sério, do verso do Tuê até o refrão, já poderia acabar ai e fechar como interlúdio.  No entanto, uma coisa que conseguir pegar e digerir bem foram às temáticas, que apesar de serem mais do mesmo, são bem distribuídas. O MC reflete muito sobre a violência no Rio que vem da polícia, o racismo, o tráfico e a fantasia, mesmo que eu não tenha entendido muito bem qual o sentido da música Drácula em todo o contexto (mas aí eu estou sendo chato demais).
Mesmo ele sabendo estruturar o que quer dizer, coisa que foi até bacana depois daquele “Adoniran, Jimmy Page Compton, rap game”  (kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, ai, desculpa, voltando), ele repete às temáticas de forma bem cansativas e existem referências pops que pouco dialogam, mas não são em demasia.  Outro ponto que eu curti foram os scratchs muito bem montados, principalmente os do filme Se7en (1998), um clássico cinematográfico feito pelo saudoso diretor norte americano David Fincher, com rimas de raps tupiniquins. A produção é boa sim, trazem uma pagada trap, outras boom bap intercaladas com um raggaezinho, mas nada espetacular.
Pecado Capital é um álbum mediano que pode agradar muito os fãs, todavia, quem não é fã do mesmo pouco vai se interessar. Com boas multis e composições técnicas, Mc Xamã mostra-se sim um mc habilidoso, no entanto, como rapper, pouco agrada. As tiradas pop muito forçadas trazem um teor muito nonsense para suas narrativas. É mediano, nada mais que mediano.
 

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