Fala aí, seus Felipe Neto! Vamo pra review do último trampo da Cardi B, o “Invasion of Privacy”, que saiu, mais ou menos, um mês atrás. Sim, tamo atrasado, mas de um site com “merda” no nome não dá pra esperar muito, então agradeça. O álbum foi meio que meu primeiro contato com a artista… tinha escutado bem pouco dela até então, sendo assim, sem enrolação, vamo aí.
Dando o primeiro play, logo pude perceber algumas faixas radio-friendly, mas nada muito exagerado (tipo isso), o que é bom pois não chega a comprometer a originalidade do artista. No entanto, algumas dessas faixas mais “pop”, não funcionam no contexto do álbum, por mais que eu ache que ele nem chegue a ter um conceito, mas a maioria das tracks seguem uma direção e em determinada parte do projeto temos 4 faixas totalmente distantes de todo o resto: “I Like It”, que  tem uma pegada latina bem forçada, “Best Life”, que é uma faixa bem boa mas nada condizente com o restante, “Be Careful”, que meu amigão Erick diria que é uma música de corno ameaçador (Por sinal, lá pro final tem outra de corno, “Thru Your Phone”,  que é bem mais condizente com a pegada do CD), e pra finalizar, não poderia faltar a love song “Ring”, dá pra perceber que nem ela tava confortável fazendo a track, apesar dela ser até que ok.
“Invasion of Privacy”, dentro da sua proposta, é um álbum até que bom, apesar de ser genérico pra caralho. A própria Cardi carrega esse álbum, apesar de não ter uma lírica tão afiada, ela manja muito de flow e delivery, e dá pra pegar uns punches aqui e ali. A produção é bem medíocre, mas o grave bate, e se torna até apreciável. Alguns dos destaques dentro do projeto são as já conhecidas, “Bartier Cardi” e “Bodak Yellow”, são as faixas que tem as melhores produções e perfomances da MC, mas também temos outras inéditas que também merecem destaque, como “Money Bag” e “I Do”, todas essas faixas têm em comum a atitude dela na faixa, mandando um brag, que eu acho que é a parada dela e soa bem mais natural. Ah, outra coisa, tem duas faixas que são muito prejudicadas pelos refrões preguiçosos pra caralho, “Drip” e “She Bad”, por favor, mano, vamo escrever mais que duas ou três palavras na porra do refrão.
Então, se tu tá procurando por um trampo com uma pegada no trap, vai em frente, é bom trampo (isso tirando as tracks que muito provavelmente a gravadora enfiou na tracklist), apesar de achar que poderia ser menos genérico, principalmente na produção. Então é isso, até a próxima review e continua acompanhando o Rap Sh!t que em breve vai ter muito mais conteúdo nessa porra.