Eai seus Cory na casa branca, suave? Shaq por aqui mais veloz que o Salah na ponta do Liverpool, pra mais uma reviewzinha.
Dessa vez de um trampo bem fora do escopo, de um mano que descobri por meio de uma recomendação do Drake, e resolvi checar, principalmente pelas participações do álbum que chamam a atenção. Vamos falar do Preme, com o álbum Light of Day.
O trampo é curtinho, 15 faixas e aproximadamente 50 min, dá pra ouvir num rolezinho de metrô/ônibus/qualquer condução publica que demore a passar. Não me agradou muito, o disco me passou uma impressão de sobras, as produções são muito genéricas, os flows são simbióticos (cada pessoa que participa de uma track, o Preme ajusta o tom de voz e o flow pra ficar o mais parecido com o do convidado possível, é pique o Shaolin) e o que mais me incomodou, o álbum não tem uma coesão de início, meio e fim, são apenas tracks jogadas. O melhor verso fica com Lil Wayne (você não pode ter um disco em que as melhores barras, do disco T O D O, são de um mano que é convidado em uma track só! C-Town, Myke).
Num contexto geral algumas tracks dá pra tirar um certo divertimento, vide Frostbite, com Offset, mas aquela parada de emular a vibe do convidado que deu muito certo com Travis Scott em BITTSM aqui não funciona, e apesar das tracks serem boas separadas, juntas não fazem o menor sentido, a pior nesse quesito, é a faixa Loaded com YG, que tenta ser um G- Funk alá DJ Mustard (a produção é dele mesmo) e sem muita explicação o beat virá no fim da track pra uma viajada de auto-tune meio anos 80 de uma viagem de acido do Roger Trautman, que não tem ligação nenhuma com a track atual, nem a posterior, no mais as produções que se destacam são do Murda.
A delivery por aqui é mediana, como todo o trampo, e não chega a incomodar, exceto por um fator que eu achei a voz do Preme, extremamente parecida com a do Tory Lanez em alguns trechos e me incomodou um pouco, os versos também são bem medianos e certas vezes ele chega a soar meio corny, mas nada que chega a ser inaudível. De certa forma, o trampo é bom, pois traz elementos de tudo que foi bem feito nos últimos anos e executa bem, porém como é só um produto de liquidificador, que possui várias inspirações distintas, o resultado só poderia ser esse, mais um disco “comum” que não traz nada novo, além da fórmula que já estamos acostumados.