Fala aí, seus tweet do Kanye West! Cacique Vinar piando, brotando, broco 7 mais uma vez neste famigerado sítio eletrônico e adivinhe só? Mais uma review, só pra variar. Nessa ocasião, vamo falar do trabalho do rapper Saba, que começou a chamar a atenção do público na Acid Rap do Chance, the Rapper e desde então, tem seu nome fortemente ligado a ele. Esse, particularmente, é o primeiro trabalho de Saba que eu paro pra ouvir, e achei muito interessante a forma como nosso amigo Vitor Mateus A.K.A. Tozin definiu ele: “Um Acid Rap depressivo”, eu fiquei bem curioso, resolvi ouvir e não me decepcionei.
O álbum tem uma produção bem melancólica em sua maioria, muito moody, e bem dark quando tem que ser. Bem coesa, sem se tornar repetitiva e isso se deve não só a produção, mas também à perfomance do próprio Saba que joga flows bem criativos e dessa forma conseguiu variar no ritmo do disco, deixando-o assim mais dinâmico. Outro ponto importante a se destacar na produção, é a interpolação de elementos de jazz em alguns momentos que dão um toque extra de classe no play.
Saba talvez não seja o MC mais técnico, na real, nem acho que essa seja a proposta do artista, mas ele, como já disse antes traz uma delivery diferenciada, e além disso, demonstrou em “CARE FOR ME” ser um grande storyteller. Ele traz uma imagética fodida em diversas tracks, como “PROM/KING”, onde ele conta vários causos que ele e seu melhor amigo Walt passaram até o falecer do seu amigo, que é uma das tracks mais emocionantes do trabalho e onde ele passa bastante energia na delivery em certa parte da faixa; e também em “FIGHTER”, na qual ele relata vários momentos de luta (alguns luta real mesmo, de sair na mão), e as lições que ele tirou desses momentos.
Minhas tracks favoritas são “CALLIGRAPHY”, gosto de como ele trata da solidão e do afastamento das pessoas que ele ama, ele fala na track sobre usar esses sentimentos ao escrever como uma válvula de escape. Outro destaque é a “LIFE”, faixa que de, certa forma, destoa das demais, pois não é melancólica nem traz uma delivery mais calma, na real ela é uma faixa com uma entrega bem agressiva assim como o beat, uma outra forma que o artista encontrou de abordar as relações pessoais. E pra finalizar, “PROM/KING”, que são seis minutos de storytellin, no entanto, nada maçante, afinal são duas faixas diferentes, duas histórias, com diferentes entregas e instrumentais; Nessa faixa, Saba relata sobre seu melhor amigo que veio a falecer, é um tema recorrente no álbum, mas é aqui que ele é explorado mais profundamente.
Pra fechar, quem curte um trampo mais introspectivo, criativo, com uma boa sonoridade, definitivamente vai curtir “CARE FOR ME”, ainda mais pelas grandes chances de conexão artista-ouvinte que faixas mais pessoais proporcionam.

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