Iaaeee seus furry-chan, suave? (não procurem isso no google), inspirado no episódio perdido do futuro podcast, sim teremos um cast (de novo) e sim já perdemos um episódio! (Falaram que é a formula do sucesso), enfim, inspirado nele, andei vendo uns novos clipes com outros olhos, e identifiquei um padrão muito maneiro, que tá se tornando tendência e pode ser que veremos mais e mais no futuro:
Os clipes que quebram a quarta parede, por meio do personagem inserido, ou do narrador, que por vezes é inserido na narrativa como “O Editor”, que coloca mensagem diretas ou indiretas para o espectador que podem ser ou não relacionadas com o vídeo ou com algo em geral na cultura que está acontecendo no momento de lançamento.
Um dos exemplos mais recentes é Wyclef Jean, do Young Thug que nem o próprio compareceu à gravação e a saída que os diretores tiveram, foi gravar o vídeo e dialogar com o espectador cena a cena do que aconteceria se ele estivesse presente.

No rap nacional não é diferente, temos alguns exemplos, porém o melhor e mais bem bolado de longe é Matuê com Raonir Braz em 100 placas, onde é utilizada a técnica de comunicação por meio do Editor/Narrador, com um contexto de “não deu tempo de editar” e saiu isso aqui:

 
Mais exemplos da quebra de parede e dialogo por meio do personagem do Narrador são os vídeos do Flatbush Zombies com Joey Bada$$ e a colaboração de The Game com Kanye em “Wouldn’t You Get Far”, inclusive, este, dirigido por Bryan Barber, faz críticas à uma das culturas do Rap, de conter as ditas “videos vixens” (as modelos, nesse caso específicas de clipes), o que não atraiu muitas figuras carimbadas para o clipe devido a esse fato, apesar disso, Pharrell, Tyrese e Lil Jon aparecem no clipe, como também a atriz de filmes adultos Aurora Jolie e as modelos de videoclipe (na época) Nicole Alexander e Gloria Velez.


 
Um dos vídeos que trazem mais claramente esse recurso, não só no vídeo como também na letra, com literalmente um narrador estilo de documentários da BBC, e desenvolvendo um cenário para cada verso da música e do vídeo, onde também são referenciados fatos da vida real, como por exemplo, no vídeo Dr. Dre sendo contra a violência doméstica, apesar de ter sido acusado de bater em várias mulheres

 
Apesar de referências a conversas “paralelas” com espectador serem mais difíceis em videoclipes, pois o artista tá interpretando a música para o espectador, existem vários outros exemplos que não foram abordados por aqui, deixem aí nos comentários os que vocês lembrarem, não se esqueçam de nos seguir nas redes sociais, aqui, aqui e aqui, e em breve voltamos com mais conteúdo pra vocês.
 
Ah, e tem mais clipe de quebra de paredes:

 

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