Fala aí, seus Gonzalo Higuaín! Vinar de volta ao site pra outra review, e dessa vez, PRHYME! Sim, lendário DJ Premier e Royce da 5’9″ A.K.A. “o Eminem (preto) que deu certo” trazendo seu mais novo projeto em conjunto. O primeiro fez um sucesso fodido, e pessoalmente, me agradou pra caralho. No entanto, vindo pro “PRhyme 2”, eu me decepcionei em certos aspectos, o famoso monstro da expectativa atacando de novo, como por exemplo a quantidade exagerada de tracks, o que diminui muito o valor de replay do álbum, no máximo ce volta pra ouvir as que mais curtiu e olhe lá. Isso também contribuiu pra um ritmo super arrastado, o que contrasta e muito com o dinamismo de seu antecessor.
Outro ponto foram os beats, que não chegam nem perto de serem tão catchy quanto os do primeiro álbum, e num grupo formado por um MC e um produtor, se espera que os beats chamem tanta atenção quanto os versos e aqui eles pouco se nota a produção a não ser por um destaque aqui e outro ali. Não me entenda errado, os beats não são completamente horríveis, até porque seria praticamente impossível, afinal, estamos falando do Preemo, mas o monstro do hype não perdoa.

I’m feelin’ like the Don on the permanent throne
Weed like the Qu’ran, burn it, you can get stoned
It’s smellin’ like a megaphone in the coupe
Go into the extra zone in the booth, flow in the tool
The headphones, the microphone, and the new poems approve
I’m the best to ever put breaths on the measure, metronome in the loop
(“Rock It”)

Olhando pelo lado positivo do bagulho, Royce não desapontou e demonstrou uma caneta afiada – como diria o grande 20in- em quase todo o álbum, chutando sílabas e punches que todos nós amamos ouvir.  Inclusive ele soltou umas prévias desses versos à capela no programa de rádio do Funkmaster Flex, 11 minutos de barras, vale muito a pena ouvir. Vale a pena falar também dos feats, apesar de eu achar que os do primeiro álbum foram bem mais certeiros que nesse ainda assim, alguns merecem destaques, como a Rapsody que sempre chegam quente nos versos, dessa vez, auxiliando o Royce com um storytelling muito pica na faixa “Loved Ones” que trata de relacionamentos, e toda a questão de fidelidade de uma maneira bem interessante; e o grande 2 FUCKIN CHAINZ, é a prova viva de que um beat do Preemo, as vezes é o empurrão que falta. Cuspiu um verso pica em “Flirt”, que eu sinceramente nunca esperava que fosse vir dele.

Como citei anteriormente, o álbum traz muitas tracks e isso quase sempre se torna um problema, principalmente aqui onde a pegada das tracks destoa bem pouco e temos algumas faixas que são as famosas passáveis, tipo “Sunflower Seed” -meh, apesar do refrão bem interpretado-; “Streets at Night” -que tirando algumas linhas do Royce, não tem muito o que acrescentar também-; e “Made Man” -que foi uma grande decepção, já que eu esperava muito do feat do Big KRIT e acabou que nem 8 barras tem. Algumas outras tracks poderiam sim ser tiradas pra dar essa enxugada na tracklist, mas essas três foram as que de longe mais arrastaram durante o play.
No mais é isso, se ouviu o álbum e tem tua opinião, joga aí nos comentários e vamo conversar, e aguarda mais conteúdo dos merdas mais queridos do rap. Valeu, falou.

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