Eae, pessoas! Essa é a primeira review gringa que eu to fazendo depois da minha volta ao blog e eu aproveitei o drop recente do “Memories Don’t Die” para analisar junto com vocês. Para quem ainda não sabe, esse é o segundo disco de estúdio do cantor e rapper canadense Tory Lanez. O primeiro é “I Told You” (2016) e é uma completa decepção por tudo o que se foi prometido e não cumprido. Esse ano o Fargo disponibilizou o seu mais novo trabalho com 18 faixas, todas carregadas de trap e cânticos R&B. Vamos ver se ele acertou dessa vez? Simbora. 
“I Told You” é um disco mediano para fraco. Não é de todo ruim, mas eu senti que ele falou mais do que deveria falar ali. Ele não soube organizar suas ideias duma forma mais, vamos dizer, palatável (Pra adicionar no seu vocabulário) pro ouvinte, e o resultado foi um disco extremamente cansativo e sem organização sonora. Esse novo disco traz ainda os mesmos problemas, porém são menos alarmantes e mais digestíveis. As transições de faixas em “I Told You” é algo bastante prejudicial e aqui também encontramos isso, um membro do nosso grupo abordou isso (salve Franklin) e ele tinha razão nesse ponto. Uma coisa que o Tory poderia fazer nessas transições seria desenvolver melhores pontes ou criar skits/interlúdios. Outro ponto que foi bastante negativo, ao meu ver, foi como ele dividiu as faixas na tracklist. Pra mim a sonoridade é boa sim, no entanto, são muito distribuídos, espalhados, se é que vocês me entendem.
Esse segundo álbum tem bangers bem melhores e não temos um Tory falando mais do que deveria falar, ponto. “Pieces”, feat com o 50 cent, é se não a melhor faixa do disco porque ele cospe umas barras fodidas em forma de storytelling. “Old Friends x New Foes” é o típico double music característico do Fargo em sua melhor forma e aqui ele repete isso de forma bem fácil até. As participações em suma maioria não saíram do convencional, digo isso por causa de 50, Nav, Wiz Khalifa, Fabolous e os outros, eles fizeram o básico do básico que dá carga sim, mas nada muito foda.
“Memories Don’t Die” é um bom cd pro fã e quem gosta do estilo de rima dele. No que se refere a proposta, acredito que finalmente ele a atingiu e é isso que torna esse cd melhor que o outro. Nesse segundo, ele veio com menos R&B – coisa que no primeiro tinha em demasia -, e foca mais na vivência de rua. Mano, eu posso passar 30 minutos sem descanso ouvindo versos livres do Fargo falando sobre às ruas, ele sabe trazer transparência e realidade as suas narrativas como ninguém hoje no rap. Indo pras temáticas, não há nada demais e de novo, aqui ele tá na sua zona de conforto e não arriscando muito, a influência do Drake nesse cd é mais vivo e percebemos isso em tracks como “Hate to Say”.
Apesar de não trazer nada de novo, que fuja do seu padrão, “Memories Don’t Die,” repito, é melhor que seu trabalho anterior. No mais, temos boas rimas, bons fluxos, boas alternâncias de vocais e cadências na métrica que torna-o um MC bom, mas que até agora não trouxe um álbum que o coloque entre caras grandes, hoje, no mainstream. Tem um derrape no final, mas como um todo, o disco é sincero, nem um pouco forçado. A produção toda é feita por  amigos fieis ao Fargo, como Play Picasso e talvez essa sinergia é que trás a simplicidade que acerta. Você pode passar direto disso? Pode, provavelmente vai perder nada. Porém, se for um fã, talvez você goste.