Iaeee seus fã da nova MTV! Suave? Shaq por aqui pra mandar aquele ao vivo de um trampinho que estava a muito sendo aguardado, mas ninguém tinha ideia de que cara ia sair.
Sem muita enrolação, hoje vamos falar do disco do Chefe Gordo aka CEO da Tramontina aka Homem da Faca aka Bril.
Bom, vou ser sincero, apesar de me surpreender positivamente com os versos em Seguimos Na Sombra e na tape da pirâmide, Volume 7, Bril sempre me passou a ideia de um rapper mediano, que poderia ter um resultado muito melhor no funk pelo flow e pela levada e também conteúdo (ou a falta dele, não que funk não tenha.. ceis me entederam né).
Nesse disco meu pensamento não foi diferente, o trampo com 10 faixas e aproximadamente 40 min, que acho o tempo e o formato ideal, mas aí no meio tem 3 interlúdios de quase 3 minutos cada que não agregam nada a uma sequência do disco e que não constroem nada que possa ou vá ser abordado nas faixas que os sucedem, isso dá uma quebrada foda na vibe do disco e deixa confuso nas primeiras ouvidas.
Como disse na abertura gostaria mais de ver o Bril que é apresentado em SNS, com variação de flows e de assuntos. Nesse trampo rareiam os temas e se organizarmos, em 3 faixas (que são boas as outras são dispensáveis), poderia ter sido lançado em forma de EP nas mesmas bases do último projeto lançado pelo Bk’, com clipes já prontos e serviria como uma “introdução” pra um vindouro álbum com uma temática mais bem trabalhada.

Sobre a produção, todos os beats são bons, mix e master equilibradas, não comprometem na hora de ouvir, apesar de algumas se parecerem, há alguns bangers que salvam o role e dá pra providenciar até um bate cabeça ocasional, destaque pra Faca, Colômbia e Problema Grande, uma surpresa agradável foi ver o quão bem Bril se deu com autotune, ficou bem peculiar e original.
Quanto às participações, Chefe Gordo trouxe MC Cabelinho, Luccas Carlos (em duas faixas) e Don Cesão para adicionar versos ao projeto, destaque pro mc de funk que de longe tem o melhor verso do álbum e está em uma das melhores faixas também, como já dito, apesar de não esperar muito com relação à técnica, Chefe Gordo é como um filme genérico da Marvel, quanto menos expectativa, melhor é e mais você se diverte, várias tracks se salvam como single, porém no disco dão uma impressão de um amontoado e incoerência, um amontado muito bem feito e bem produzido, porém desorganizado.
No geral o trampo não agrada e também não mostra o potencial que o Bril já desenvolveu em outros trabalhos, depois de algumas ouvidas Chefe Gordo fica tolerável, porém nada diferente de todo esse trap genérico que vemos diariamente.
É isso aí rapeize, nem volta pro xvideos que já já tem mais review. Deuces!
 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.