Desde que escrevi a review do álbum Kinkaku-Ji (2017) do Igu, ele alcançou um patamar ainda maior no cenário nacional. Seja no número de fãs, reconhecimento, ou, buzz dentro do cenário trap nacional. Quem curte trap aqui no brasa sabe quem é o Igu hoje em dia, é incontestável. Isso se deve muito ao fato da sua incrível (e desgastante) necessidade de dropar tracks quase todas as semanas – muitas dessas músicas não se diferenciam em nada em uma das outras, isso fez com que eu parasse de acompanhá-lo ‘semanalmente’-, e hits incontestáveis no meio disso tudo. Esse ano, o Igu mais uma vez jogou MAIS um disco depois de ter dropado uns QUATRO ano passado. É trabalho demais, né? Pena que quantidade não é o mesmo que qualidade, é o que eu sempre digo. 
Respeito muito artista que está quase sempre no estúdio produzindo, aÍ é que tá a essência do bagulho. Músico que quer viver de música tem que aprender se entregar verdadeiramente na parada pra ver os frutos. Claro que, viver dentro do estúdio e se entregar muitas vezes não faz você ficar famoso ou dar ‘certo’, sei muito bem que tem vários aÍ que trabalham muito e não tem o merecido reconhecimento, muitas tretas aÍ que não vou me ater..mas acho que, ficar sem se doar ao bagulho também não dá pão né? Então, sempre parabenizo quem se entrega de corpo e alma a isso. O MC Igu é um dos caras que mais trabalham HOJE dentro do cenário, é só você ir lá no canal do cara no Youtube e perceber o quanto que ele é produtivo, praticamente é uma música a cada semana. No entanto, a cada vez que ele solta um vídeo novo na internet, cada vez mais fico eu menos interessado. São sempre as mesmas coisas, quase sempre as mesmas rimas e eu vou perdendo o brilho cada vez mais em um MC que até review passada, eu achava bem promissor.
Subliminar é um álbum de 17 faixas que tem participações dos membros da Recayd como Jé Santiago, Derek, Klyn, The Boy e Dfidelix. Diego Thug, Young Buda, Valente e Mc ligeirinho fecham o time de participações sem nenhum brilho, apesar de não serem ruins. Valente pra mim é quem teve o verso mais legalzinho, e alguém fala pro Buda que ficar cuspindo referência otaku o tempo todo e muitas vezes sem nenhuma coerência, não dá onda. O álbum em si, é muito ocioso e prosaico, não trás nada de novo, nada de interessante ou digno de nota. Tirando os samples da Amy Winehouse na primeira faixa e o sample da Mc Menorzinha em “NOISEGARENTE”, nada aqui te anima ou faz você se empolgar a ponto de dizer; “caramba, temos algo aqui hein”. Não, não tem mesmo.
Sendo um disco sem nada a dizer de interessante ou que prenda a sua atenção, Subliminar é demorado demais e te faz torcer pra terminar logo. A produção é legalzinha e todos os beats foram feitos pelo Igu – devo afirmar aqui que o mesmo como beatmaker é muito bom -, porem Subliminar é mais um trampo do Mc Igu sem necessidade. Mano, sério, para um pouco! Viaja, pensa mais. Pesquise, tente trazer novos ares à sua escrita e por favor, bote na cabeça que QUANTIDADE, NÃO É QUALIDADE.

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