Olá, famigerados fãs de rap, tudo suave? Estou de volta! Sim, Vitor tá na casa de novo depois de um tempo parado com análises musicais em blogs por causa de vários assuntos que vocês não querem saber, e fazem bem. Estava eu em casa sem nada pra fazer até que Vinar AKA Cacique me convocou para reanimar este lindo site e cá estou eu. A análise que vos trago é do recente EP “Ruby King 7102” do rapper carioca Choice, MC este que já tem uma fã base bem considerável nas redes sociais Brasil à fora e que conseguiu notoriedade na famosa batalha do tanque. Bem, se vocês se sentiram interessados em saber o que eu conseguir captar deste trampo cliquem aí e vamos nessa. 
Choice é um rapper com uma certa história nas batalhas de freestyle, mas eu nunca vi uma batalha dele por completo. Não me entendam mal, eu não via por completo porque ele era ruim, na verdade, desde que Emicida se aposentou nessa ‘modalidade’ eu não tive mais interesse em nada no que se refere a batalhas. As únicas batalhas na qual eu vejo de vez em quando são as rodas de free que encontro pela minha cidade, pelos os moleques que organizam umas paradas aqui e ali, vejo só pelo amor a cultura mesmo. No entanto, parar alguns minutos para ver batalhas de rap no youtube HOJE já não é mais a minha praia. Acho que isso se deve muito ao fato dos conteúdos abordados, da limitação ou até mesmo da glamourização do óbvio, não me enche os olhos. No dia 21 de janeiro desse ano Choice largou nos serviços streaming o “Ruby King 7102”, um trampo muito ousado no que diz respeito ao jogo do rap e a imagem do artista, porém, não trás nada de explosivo ou digno de alarde.
Contendo 9 faixas de modo geral e tendo participações de grandes nomes na cena como Coruja BC1 e Xamã, todas as nove faixas trazem uma variedade de temas abordados mas tudo gira em torno de uma ascensão. As primeiras três faixas trazem uma sonoridade que quase beira ao genérico, todavia, não são ruins. As ponderações do Choice sobre sua vida na favela antes da sua carreira musical são questões muito em voga e tudo termina quando em “Nicole” ele mata o seu antigo “eu” e renasce como o Rei Rubi. As músicas finais trazem várias tentativas, ao meu ver frustradas, de esbanjar um alto teor lírico, afinal, estamos ouvindo um rei, né?! No entanto, não consegui enxergar isso. O assassinato do antigo Choice cai como uma luva se formos analisar a incoerência na qual rola, não podemos entender um rapper que cospe: “os primeiros a cair na cena são os que acham os mais picas”, e depois diz que justamente é o mais pica, né? Porém, o rompimento bem colocado trás os eixos de coerência.
Coruja BC1 pra mim é o que tem o melhor verso de todo o ep e o Xamã tá ali só pra dizer que curte Elis Regina e maconha, não houve nenhum acréscimo a faixa toda ao meu ver. As batidas de Nobre Beats, Slim Beats, JNR Beat e Legua$ Beats são medianos e musicalmente falando não me empolgaram em nada. Apesar de tratar de solidão, relacionamentos passados e marginalização – assuntos que me atraem bastante diga-se de passagem -, a execução da abordagem não nos mostra o porque do Choice ser um dos melhores rappers do Brasil para a maioria dos fãs e nada melhora quando ele cospe braggadocious. “Ruby King 7102” não é ruim, mas também não é ótimo, esse é o tipo de trampo que talvez agrade os fãs, mas não os ouvintes que não vêem o Choice como tudo isso que dizem. Infelizmente, não enxerguei nenhum rei.

 

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