* Não me pergunte o porquê da qualidade ruim da imagem

Fala aí, seus apreciadores de Revival! Como falei na review de mesmo – Não escute, mas leia a review 🙂 – senti a vontade de voltar pro site e aqui estamos, conversei com o resto da crew e a galera tá empenhada em fazer o Rap Sh!t voltar à ativa. Nesse retorno, vamo falar do trampo novo de um dos meus artistas nacionais favoritos, o Jovem Maka. Sem mais enrolação, dá o clique no tradicional “Continuar Lendo” aí…
Pra começar, o título do álbum que faz referência ao filme “Mal dos Trópicos”, filme do diretor Apichatpong Weerasethakul, e por mais que pesquisasse sobre, não consegui estabelecer uma relação entre o álbum e o filme, talvez a mudança de sonoridade que ocorre das track 6 em diante possa ser algo relacionado com a mudança de pace do filme, no entanto não acho uma mudança constante, já que o som orgânico que caracteriza o começo do álbum retorna em tracks como “Quando as Sombras Brilharem” e “Bobby James”. O que me faz pensar que esse possa ser o primeiro álbum de uma sequência.
Falando do álbum em si, que é onde me sinto mais confortável pra falar, eu logo na primeira audição senti falta da instrospecção que ocorreu em outros projetos, mas não me entenda errado, isso não chega a ser algo necessariamente ruim, e nem é algo totalmente ausente, temos tracks como “Era do Amor Virtual” e “Quando as Sombras Brilharem” que nos expõe muito dos autores.
Uma coisa que não senti falta, é a beleza dos beats que acho que nunca vai faltar num projeto do Makalister. Ótimo trabalho nos beats, até mesmo dando uma reinventada como em d.A.Z.a City, mas também se mantendo fiel ao estilão orgânico como em “Sem Fôlego” que já é uma das minhas tracks favoritas do catálogo do Maka. No entanto, senti as tracks muito distantes nesse projeto, principalmente de “Linhas Abissais” em diante, onde os estilos das faixas se misturam e não de uma forma coesa, como foi em outros projetos, por exemplo em Laura Muller Mixtape.
Outro destaque, são os feats que pela primeira vez são tão numerosos num trampo do Maka, mas que em grande parte, fizeram o seu trabalho e muito bem, como o Jovem Esco F.K.A Pablo -principalmente na “d.A.Z.a City”-, Jeffe, que faz um puta refrão na “Eu Já Suei a Blusa”, Aori e Matéria Prima que trouxeram versos quentíssimos nas tracks que participam, e Diomedes que roubou a cena na faixa final.
Num apanhado geral, não tem muito o que dizer, mais um trampo muito bom do Makalister. Lírica, sonoridade, complexidade, referências, tudo o que caracterizaram os seus trampos ainda estão presentes, mas óbvio, sempre buscando trazer algo novo nos seus trampos, o que é louvável. Apesar de achar que esse álbum desliza em alguns momentos, ainda acho bem consistente e que vale o play caso esteja por dentro e curta o trabalho do cara, mas se tu é um daqueles que não gosta porque não entende nada, provavelmente não vais curtir.

 

2 Replies to “Review Nacional: "Mal dos Trópikos, Construindo a Ponte da Prata Roubada" por Makalister

  1. cara, eu escuto várias vezes as músicas do jovem maka e mal consigo entender uma linha do que ele escreve, também às vezes me custa alguns replays pra entender os beats. É um som muito complexo, orgânico e com grandes falhas propositais.. Mesmo eu não entendendo nada, a sensibilidade do som dele me toca muito, acho que é uma parada muito pessoal que nem todos têm coragem de expor.. Uma obra incompreendida e adorada, aos meus olhos.

    1. Fala, Eduardo! Pode crer, irmão, sinto isso várias vezes, acontece muito de nos faltar a referência que ele tá usando na track, mas quando tu consegue pegar algo é uma sensação muito foda. HAHAHA
      Nem que tenha que recorrer ao Genius pra isso

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