Salve, pessoas que moram em cidades cujos vereadores fazem jingles de campanha parodiando o tema de abertura da série animada Pokémon!
Quem vos tecla é Tiago Messias (sem relação com o sebo paulistano) e está na rede mundial de computadores – e outros dispositivos com vírus – mais um #DESCUBRA (desculpa a demora, mas a vida tá aí e tá foda)!

Se você acredita no conceito furado de “rap de verdade” (com percussões feitas a partir de ossos de inimigos mortos e letras parecendo contos de Stephen King), feche essa página, pois o artista de hoje é…

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Nome: Levar Allen
Idade: ??
Lugar: Toronto
Habilidades: Guitarrismo Harmonial, Humorismo Internético
Links: Facebook, TwitterBandcamp, YouTube¹ & YouTube²
Descrição: Multi-instrumentista, sua experimentação transita, principalmente, entre rap, rock e r&b. Há quase uma década produzindo conteúdo no YouTube, se destaca pelas temáticas (canais musicais são um meio dominado por pópi-róquices) e pela execução (é talentoso e constrói bem suas obras, ao contrário da maioria dos “pseudo-rapeiros virtuais” que me soam como crianças perdidas reproduzindo aspirações). Teve um podcast de bate-papo/entrevistas com artistas independentes (fora do ar) e também tem o canal VGMetal, porém abandonado no vácuo digital.
Discografia: Phoenix (lançado sob a alcunha Belleview, é um EP de rock experimental com elementos de rap que desbanca muita bandinha por aí; 2012) | Video Game Music (EP com versões/remixes de alguns temas vídeojoguísticos, mesclando samples com instrumentação eletrônica; 2013) | Times Infinity (EP lançado após uma campanha fracassada no IndieGoGo, que, apesar de muito bom, peca um pouco nos solfejos; 2014) | Dreamscapes (EP instrumental; 2015) | Sketches (2016).
A seguir, 10 vídeomúsicas topshow (como não precisarei explicar muito, dobrei a quantidade) pra iniciar a jornada pelas insígnias líricas deste rapaz que vai te “levar além” da babaquice youtubística (piadas ruins são cortesia da casa):
⋅ I Want It All (Monopoly Song)
Com base (literalmente) em Monopoly, a letra converte conceitos do jogo em metáforas pro jogo do capital. Detalhe importante: o contexto é duma época em que o bizarro Donald Trump era conhecido apenas como um milionário apresentador de TV e muitos rappers citavam-no como referência de ascensão econômica, portanto não há ligações com as merdas que ele representa atualmente (tanto que o próprio Levar fez outra música criticando-o). O solfejo do refrão é, possivelmente, referência à Can’t Tell Me Nothing, do Kanye West (corroborado pelo fato dele ser devoto de Yeezus).

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⋅ Streets Ahead (Community Rap Remix)
Com uma expressão de Pierce Hawthorne (Chevy Chase) como título, a letra, além de dezenas de referências de/à Community, critica a NBC pelas primeiras ameaças de cancelamento da série em 2012. A versão original usa samples de uma das trilhas de Advanced Dungeons & Dragons, 14º episódio da 2ª temporada.

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⋅ The Brightest Timeline (Community Love Song)
Baseado nas linhas temporais paralelas de Community, além da letra com mais dezenas de referências da/à série (pra quem não é familiarizado com rap, atenção às sutis variações fonéticas), essa obra inovadora proporciona 2 finais (que você escolhe, nos últimos segundos, clicando nos quadros). Tal conceito começou a ser explorado a partir de Remedial Chaos Theory, 4º episódio da 3ª temporada.

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⋅ Christian Bale’s Batman Sounds Like…
Surgiram diversas piadas na internet sobre como Batman (Christian Bale) soava na trilogia de Christopher Nolan, porém nenhuma tão legal quanto.

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⋅ Things That Annoy Me On The Internet
Essa música deveria estar nos termos de uso da rede.

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⋅ Yeah Bitch, Magnets! (Jesse Pinkman Song)
Um bom trabalho de catalogação cuja letra é constituída apenas de frases (inalteradas) de Jesse Pinkman (Aaron Paul), da série Breaking Bad.

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⋅ Playing GTA Turned Me Into A Criminal
Com um instrumental inspirado pela cena gangsta da Costa Oeste (onde GTA: San Andreas bebe), a letra é uma crítica satírica ao jornalismo sensacionalista que demoniza nossos queridos vídeojoguinhos. Se preferir, também tem a poké-versão (aliás, ele tem uma porrada de músicas sobre Pokémon).

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⋅ Take On The World (Super Mario World)
Haja paciência pra samplear utilizando vídeogramas.

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⋅ My Year (A Song From Luigi’s P.O.V.)
O título remete ao Year Of Luigi, evento em comemoração aos 30 anos do surgimento do personagem, iniciado em 2013 e finalizado em 2014, com a proposta de lançar jogos e conteúdo expandido focado no irmão verde. Além de algumas boas referências a alguns jogos da franquia Mario Bros. (tem uma ali que, de tão sutil, me arrancou um sorrisinho sincero), destaque pros sagazes trocadilhos referenciais com Calm Like A Bomb, do Rage Against The Machine, e os personagens Thor e Loki.

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⋅ Michael Cera Flow
Afirmo sem relutância que essa é uma das músicas-tema da minha vidinha ordinária.
* Micheal Cera Flow >>> Anunnaki Flow
* Scott Pilgrim On The Beat >>> London On Da Track
É nóis, meninada estranha!

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Recomendo colar nos canais dele pra descobrirem mais. Ah, e assistam Community também! 😉

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