blackstarEm 1998 acontecia duas coisas maravilhosas que mudaria o mundo e uma cultura como um todo. A primeira e mais importante, é o meu nascimento né vei, é óbvio velho, o cara mais lindo e gostoso dessa Crew (Sorry, Santi). Já a segunda, é o “Black Star”, um álbum de rap de uma das maiores parcerias musicais que já pisaram nessa terra: Mos Def and Talib Kweli. E antes que eu me esqueça, essa review vai sair por indicação do maninho Kleber Albuquerque, é nós. Sem mais delongas, vamos simbora.
Bem, o que falar de um cd tão atemporal que é o Black Star? Bem, esse projeto segue duas temáticas centrais que é o empoderamento e exaltação de toda a cultura negra junto com as resenhas e violência nas duras ruas escuras das periferias da cidade de Nova York. Tanto Mos Def e Kweli estão forte demais em suas propostas, seus versos de linhas curtas são afiadas e ácidas e suas métricas ligadas aos conceptismos característicos são impressionantes. Tanto na musica “Thieves in the Night” onde eles desafiam os esteriótipos e encorajam os negros à enfrentar as crenças muitas vezes duras dos opressores são incrivelmente atuais, além deles usarem o “The Bluest Eye” , obra do Toni Morrison, como forma de alto alusão para criticar o racismo. Isso tudo é muito bom, porra.
Mos Def é o que mais vai fazer você implorar mais pra ele rimar, como nos casos de “Children’s Story” onde ele aborda a violência cada vez mais evidente entre os jovens negros nos guettos. Jabs políticos, sample’s muito bem abordados é a melhor coisa disso , além de Hit-tek e Shawn J. Period estarem excepcionais nos seus boombaps arranhados. Tecnicamente, os dois mcs são lendários e isso todo mundo sabe e se algum amigo seu dúvida disso, indique para eles escutarem o “TWICE INNA” e “Respiration”, os caras praticamente se digladiam para serem um melhor que o outro, é nítido. E sim, todas as participações são extremamente pesadas, Common (Pra mim tu é o mais pica, caralho) é lírico pra porra. Além também de Wordsworth, Punchline & Jane Doe terem feito um dos melhores cyphers que já escutei em toda minha vida em “TWICE INNA”. As interligações, os conceitos, a veracidade dos fatos que chegam a ser espantosos de tão atuais dão a impressão que os caras tendem a ser profetas, black star é sem sombra de dúvida um clássico vigoroso, eterno, simples e ao mesmo tempo aguçado. Nunca, jamais deixe de escutar esse grande projeto. Isso é história.

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