cozztapereviewCozz é um dos nomes que mais me chamam atenção nessa nova escola, e que tem tudo para colocar seu nome no game pros próximos anos. Mc da banca do Cole, ele participou da mixtape collab ano passado da banca chamada: “Revenge Of the Dreamers II”, que está revisada pelo chefe, dá um confere. Esse ano, ele está dando seguimento ao seu trabalho com sua nova mixtape “Nothin Personal”, que é o sucessor do bem recebido debut “Cozz & Effect”, lançada ano passado. Enfim, isso é tudo pessoal, vamos para a revisão.
Cozz é um rapper oriundo da Costa Oeste, Los Angeles, California, e é nítido a influência de alguns rappers de lá como o Tupac. “Nothin Personal”, é fervoroso, cheio de rimas que misturam linhas introspectivas se gabando pela sua boa estadia atualmente no jogo e sobre seu passado violento vivido no seu bairro. Em “All Eyez On me”, temos um cloud soft sombrio saturado de esbanjo do seu atual contrato e sua vida atualmente. Logo após isso, temos em “Grey Groose” a continuação da introspectividade onde abre uma ponte para a musica “City Of God”, que tem o também rapper californiano e de Compton, Boogie, que se mostra bem hábil. Essa musica, ao meu ver, mostra uma breve referência ao filme “Cidade de Deus”, dirigido por Fernando Meirelles e lançado em 2002.
Indo para a metade da tape, eu percebi uma breve inconcistência do Cody, algumas ideias me pareceram um pouco repetitivas e os refrões saem bastantes imaturas. Apesar disso, em “Grow”, que é a melhor faixa de todo o projeto, temos a participação do Correy C fazendo um bom refrão e também, temos o Cody rimando sobre crescer e alcançar ainda mais o topo, sem se preocupar com várias besteiras ao seu redor. Já em “Who Said” e “Tabs”, temos duas boas tracks, mas mostra o ponto fraco do rapper que apresenta uma boa evolução, porém ele insiste em ficar falando coisas desnecessárias como passar uma track inteira com o também rapper da Banca Bas, falando sobre não confiar em vadias. Sério isso? Vocês podem mais mano.
Por fim, as 4 últimas faixas não são ruins, são até boas, a introspectividade volta, nunca deixou de aparecer na verdade, mas vemos questionamentos sobre relacionamentos e a permanência do seu nome no sucesso. As participações estão boas, Free Ackrite, Bas, Correy C estão bem. Nas produções, todas as batidas são creditadas no nome do seu amigo Meez, que faz um excelente trabalho, entretanto não chama muita atenção. O que tenho que ressaltar mesmo aqui é que o Cozz é voraz na sua delivery, é inteligente, apresenta boa lírica e ainda permanece como uma boa aposta pra mim porque apresenta uma mixtape bastante equilibrada, apesar de algumas falhas.

 

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